Marítimo SAD e Carlos Pereira absolvidos por acusação de fraude fiscal
O juízo central criminal do Funchal julgou não haver matéria para a condenação de fraude fiscal por parte da Marítimo SAD, Carlos Pereira e outros dirigentes. "Que fique bem claro que nós estávamos aqui na qualidade de representantes do Marítimo, e aquilo que nos cabe, e foi para isso que fomos eleitos, é defender os intransigentemente os interesses do Marítimo. Foi isso que nós fizemos ao longo do tempo”, começou por referir Carlos Pereira à saída do Tribunal. “Como há dias disse à entrada [do tribunal] que iria sair de consciência tranquila, hoje nós saímos de consciência tranquila. Tenho a certeza que se fez justiça. Vamos aguardar serenamente para que os juristas possam fazer a análise concreta daquilo que ali foi transmitido”, acrescentou, reconhecendo que sai “satisfeito”. “Tudo o que se falava, especulava e escreveu à volta de quem beneficiou com montantes de uma instituição como a nossa, ficou aqui provado que nada disso aconteceu, que nada foi pago por baixo da mesa, que tudo foi transparente e que ninguém beneficiou de qualquer valor”, afirmou o dirigente dos verde-rubros. Recorde-se que Carlos Pereira, e outros quatro dirigentes, eram acusados pelos crimes de fraude fiscal qualificada e fraude fiscal contra a Segurança Social. Foi lida esta quinta-feira, no Juízo Central Criminal do Funchal (Edifício 2000), a sentença, ditando a absolvição dos arguidos e da SAD.