Sonho de Pedro Correia ganha força no Sporting
Jovem avançado madeirense assinou um contrato de formação com o emblema campeão nacional de futebol. O sonho de representar a equipa principal dos leões ficou um pouco mais próximo. Pedro Correia, avançado madeirense de 14 anos, passou a representar o Sporting, desde a passada sexta-feira, com um contrato de formação, vendo assim reconhecido o trabalho que vem desenvolvendo desde 2019, quando chegou ao emblema lisboeta vindo do CD Nacional. “Estou muito feliz. Esta era uma das minhas metas desde que cheguei ao Sporting”, começou por observar o jovem jogador aos meios de comunicação dos leões, sublinhado depois que a meta agora atingida pouco mais significa que um de muitos degraus que pretende subir com sucesso. “Isto ainda não é nada. É preciso trabalhar muito para atingir o maior objetivo, que é chegar à equipa principal”, observou o atleta, que se descreve como um jogador que trabalha “para o coletivo” e que gosta de “ajudar os colegas e marcar golos”. O jovem Pedro confessou que está a seguir, como referência, o avançado Tiago Tomás, de 19 anos, uma das maiores promessas do futebol português que foi lançado na equipa principal dos leões por Ruben Amorim, treinador que levou o Sporting à conquista do título de campeão nacional. “Gosto muito dele porque sempre conseguiu conciliar o futebol com os estudos. Além disso, é bom jogador: remata bem, é rápido e ajuda o Sporting”, disse o madeirense que começou a carreira no CD Nacional, emblema que representou durante cinco temporadas. Pais à distância e paragem “O jovem talento”, como é apelidado pelos meios de comunicação do clube, faltou também dos primeiros anos na Academia de Alcochete, recordando que viveu tempos “difíceis”, por não poder contar com os pais. “Não ter a ajuda deles [pais] dificultou um pouco as coisas, mas com o passar do tempo foi melhorando e agora está a correr tudo bem”, explicou o jovem. As consequências da pandemia e covid-19 no capítulo desportivo também não foram esquecidas por Pedro Correia, por força da paragem que teve de enfrentar ao nível dos treinos e jogos, uma situação entretanto ultrapassada. “Foi muito bom”, observou o jovem avançado, referindo-se ao facto de já estar a trabalhar com os colegas após 14 meses de paragem. “Os treinos eram online e não havia interação com a bola, não é a mesma coisa. Fiquei muito feliz quando soube que ia poder voltar a fazer o que mais gosto, que é jogar futebol”, rematou.