Rui Costa ‘finta’ polémica e assume presidência
O ex-futebolista foi acusado de ter negócios duvidosos que envolviam o Benfica, mas refutou as acusações e tornou-se ontem no presidente interino do clube e SAD, depois de Luís Filipe Vieira, comunicar a suspensão de funções. Depois da polémica, o ‘trono’. Após a acusação de que Rui Costa e o filho Filipe Costa estariam envolvidos em negócios ilícitos no seio do clube, o vice-presidente do Benfica foi nomeado ontem presidente do clube, após a suspensão de funções por Luís Filipe Vieira, que continua detido no âmbito da operação ‘Cartão Vermelho’. Face à detenção do responsável máximo dos ‘encarnados' entre 2003 e 2021, enquanto suspeito na operação ‘Cartão Vermelho', a direção das ‘águias' reuniu-se e nomeou o antigo internacional português, de 49 anos, para o cargo. Rui Costa vai assim liderar o emblema no qual cumpriu toda a formação de jogador, entre 1981 e 1990, e no qual se começou a evidenciar como sénior, entre 1991 e 1993, depois de um empréstimo ao então primodivisionário Fafe, na época 1990/91. Voltando à acusação de Rui Costa, estava em causa o artigo 44.º dos Estatutos do Benfica, devido a supostas "relações comerciais ou prestações de serviços" entre o clube e a Footlab, empresa da qual Rui Costa será o principal acionista e que tem o filho do vice-presidente como CEO - que, alegadamente, terá participado no processo de contratação de três jogadores para a equipa de futebol feminino do Benfica. Francisco Benítez, líder do movimento 'Servir o Benfica', enviou em conjunto com outros dois sócios um pedido de esclarecimento do Conselho Fiscal do clube sobre o que alegam poder ser uma "violação clara dos Estatutos do Sport Lisboa e Benfica" cometida por Rui Costa. Em causa estará uma suposta "relação comercial ou de prestação de serviços" entre o Benfica e a Footlab, empresa da qual Rui Costa será o proprietário através da 10 Invest, sociedade da qual "será o principal acionista" e que, por sua vez, é "a detentora dos direitos" da marca Footlab - onde o filho do ex-jogador exerce funções de CEO. Rui Costa, em resposta à acusação, negou o relatado, afirmando que “a missiva é falsa e de má-fé”, tendo como objetivo denegrir a sua imagem. Sobre os alegados negócios feitos com o Benfica, o dirigente também garantiu nunca terem existido com a sua intervenção ou do filho.