“Mão pesada” para travar violência no regional
O futebol regional registou um mês de junho ‘quente’ em termos de violência, situação que gerou preocupação entre os agentes desportivos. Num espaço de oito dias, verificaram-se três episódios de violência, dois no escalão sénior e outro na formação. Tudo começou no passado dia 12, no jogo de sub-11 entre o Juventude Atlântico Clube e a Associação Desportiva Cultural e Recreativa Bairro da Argentina, onde o treinador alviceleste, Hugo Ferreira, agrediu o técnico do Juventude, que estava a desempenhar funções de árbitro. O caso ‘correu’ as redes sociais, com um vídeo a mostrar a violência no Campo Adelino Rodrigues, no Liceu Jaime Moniz. Depois, os dois viriam a confortar-se novamente, desta feita no Hospital Dr. Nélio Mendonça, quando foram chamados para perícias na unidade hospitalar, no seguimento de um inquérito que está ainda a decorrer para apurar responsabilidades. Hugo Ferreira acabou depois por ser suspenso preventivamente. Depois, no dia 16, no encontro de seniores entre Xavelhas e Carvalheiro, o clima voltou a aquecer, resultando em seis expulsões no encontro, fruto de um desentendimento entre elementos das duas equipas. Seguidamente, no dia 19, voltou a registar-se mais uma agressão, no encontro entre Associação Desportiva Cultural e Recreativa Bairro da Argentina e Santacruzense, em seniores, onde um árbitro assistente foi agredido. Após uma discussão entre dois jogadores de ambas as equipas, aconteceu o impensável com o árbitro assistente a ser agredido. O JM auscultou a opinião de alguns dirigentes e do próprio presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol da Madeira (AFM), que mostraram preocupação, com alguns a defender mesmo a erradicação de quem promove a violência no seio do futebol regional. O nosso Jornal tentou ainda ouvir a reação de Rui Marote, presidente da AFM, que não correspondeu às tentativas de contacto.