2021-06-15 17:35:00 Jornal de Madeira

Jorge Amaral aproveita férias na Madeira para ver o Euro2020

Jorge Amaral, antigo guarda-redes do Marítimo e do FC Porto, está no ‘Terreiro’ a assistir ao embate entre a Hungria e Portugal, e acabou por falar com o JM acerca da partida. “Aqui não há cores, hoje não há azul, vermelho e verde, há simplesmente o símbolo português e é por isso que estamos aqui. A Madeira é uma terra muito grata para mim, a todos os níveis, não só pelo começo de uma carreira que me glorificou mas também pelas raízes familiares como é evidente, para não falar da sua beleza natural que isso já vem de outros tempos, por isso, esta minha passagem é em férias que habitualmente venho aqui fazer, este ano coincidiu com o meu aniversário e com o início do europeu, e encontro-vos hoje  aqui no sitio onde vim ver o jogo, a convite da minha cunhada. Quanto ao jogo, quero é que Portugal ganhe, nem que seja com um golo de mão à Maradona, mas quero é que Portugal ganhe. Penso que será por 2-0”, disse Amaral. Sobre o onze inicial, Jorge Amaral não demonstrou surpresa nas escolhas de Fernando Santos. “Um onze expectável, do meu colega Fernando Santos durante dois anos, é um técnico conservador e tático. Mas esta seleção, independente do onze, tem muitos diamantes nas mãos, o maior deles é Cristiano Ronaldo, sem dúvida. Do Cristiano Ronaldo podemos esperar tudo, ele não procura os recordes, os recordes é que vão ao encontro dele de uma forma natural visto a maneira que ele está na vida e no desporto. Ele por norma faz a diferença, não é obrigatório que faça sempre a diferença, mas efetivamente faz a diferença, e precisamos sempre de um grande Cristiano Ronaldo” O antigo guarda-redes do Marítimo falou ainda sobre o seu tempo com os ‘rubroverdes’, momentos que guarda com muito carinho até hoje e ainda falou da sua relação com a Região: “Em termos de ilha não tem nada a ver, passado os anos, a evolução foi fantástica, acho que esta ilha está cada vez mais bonita e cada vez mais prezável para se poder visitar. Já em termos de futebol passamos muitas dificuldades nessa subida (subida com o marítimo), porque era muito difícil, pois vivíamos momentos muito complicados. Ainda agora falei com o meu amigo Calisto (antigo médio do Marítimo), recordamos esses momentos, e é normal que esta geração mais nova já não se lembre, mas não podem tirar o nosso lugar na história do Marítimo, foi uma subida muito difícil. Com horários reduzidos para treinar e uma série de dificuldades que neste tempo são impensáveis. Tivemos uma ilha connosco nessa altura. A subida de divisão foi sem dúvida um dos melhores momentos da minha carreira, isso e a minha passagem pelo Porto, principalmente o campeonato europeu.”

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