FPB repudia agressão “muito grave”
Este fim-de-semana foi marcado pela agressão de uma atleta de basquetebol do Clube Carnide para com uma atleta do C.S. Marítimo, num jogo do Campeonato Nacional 1ª Divisão. O JM contactou a Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), que reiterou o o repudio com o sucedido numa situação “totalmente inaceitável e imprevisível”. “Trata-se de uma situação que repudiamos veementemente e que viola os valores defendidos pela FPB, em particular o do respeito pelos adversários. Nada justifica a atitude tomada pela atleta do Carnide, totalmente inaceitável e imprevisível de acordo com as palavras de um dos árbitros do encontro. Apesar de ser uma situação muito rara, a verdade é que nunca deveria acontecer e este tipo de comportamentos têm de ser banidos não só do basquetebol, mas do desporto em geral”, revelou a FPB. Em exclusivo ao JM, João Carvalho, Secretário Geral da FPB, avançou que “o caso em apreço foi objeto de referência no relatório elaborado pela equipa de arbitragem, cabendo ao Conselho de Disciplina promover a abertura do correspondente inquérito para determinar as penalizações correspondentes às infrações disciplinares que forem apuradas as quais, reiteramos, foram muito graves.” As imagens do ocorrido não deixam espaço a interpretações díspares. É possível observar a atleta do Carnide a empurrar uma atleta do Marítimo pelas costas, essa mesma atleta do Carnide vai depois discutir um ressalto já com outra verde-rubra, precisamente a que seria agredida. O momento violento ocorre quando a agressora, já com a bola na sua posse, decide colocar o cotovelo de forma ostensiva na cara da adversária. A jovem madeirense respondeu dentro das regras, com um toque na bola, mas quando o esférico estava a tocar no solo… a atleta do Carnide agrediu com um soco a verde-rubra. Atleta agredida que, diga-se, é ainda menor de idade. ABM prevê ‘mão pesada’ da FPF O JM contactou ainda a Associação de Basquetebol da Madeira (ABM), que repudiou os acontecimentos que envolveram a atleta madeirense. “Queria também frisar, que este tipo de comportamento, são raros no meio do basquetebol. E stas situações têm que ter mão pesada, e a FPB a este nível costuma ser exemplar, porque não aceita nem é conivente com este tipo de situações. Pois estes tipos de comportamentos têm de ser repudiados”, revelou Sandra Rebelo, presidente da ABM.