O ‘tudo ou nada’ para o Nacional
Chegou o dia em que o Nacional verá o seu futuro definido em termos de I Liga. Uma vitória diante do Benfica renova as esperanças na manutenção, mas uma derrota leva a equipa madeirense, irremediavelmente de regresso à II Liga. O treinador Manuel Machado admite o cenário negro, mas acredita que a sua equipa vai entrar em campo “à procura dos três pontos”. Os ‘alvinegros’ carregam 'lanterna-vermelha', mas as últimas exibições deixam alguma margem para sonhar. "Temos de reconhecer que é um jogo de dificuldade acrescida, pela qualidade, quer no plano individual quer coletivo do Benfica, passando por um dos melhores momentos ao nível do seu desempenho na presente temporada. Está agora com um futebol muito mais igual ao que caracteriza uma equipa de um clube com a dimensão do Benfica", afirmou Manuel Machado em conferência de imprensa de antevisão ao jogo desta tarde. Apesar das dificuldades, o treinador da equipa insular acredita na sua equipa. "Centrando também nas nossas capacidades e na evolução que a equipa tem vindo a apresentar, bem como na forma como se bateu com FC Porto e Sporting, julgo que deveremos ter uma margem de confiança para ir a jogo à procura dos três pontos. Não há outro motivo que nos mova, que não seja esse", fez questão de frisar Manuel Machado também analisou a equipa comandada por Jorge Jesus para dizer que utiliza "uma flutuação de um modelo de 4X4X2 para um de 3X4X3", apresentando "dinâmicas muito interessantes". Para alcançar a desejava vitória, diz ser "necessário acreditar nas competências e capacidades" do grupo de trabalho. O Nacional continua a acalentar o sonho de manutenção e enquanto for possível, não vai desistir: "Não atiramos a ´'toalha ao chão'. Prova disso, é a forma como temos estado nos jogos anteriores, excetuando as partidas com o Portimonense e com o Santa Clara. Todos os jogos, por aquilo que fizemos, merecíamos ter somado mais pontos e poderíamos estar numa posição mais confortável." Ressalva que o "enfoque é acreditar até ao fim na possibilidade de o Nacional sair desta posição", adiantando que "nove pontos chegam" e o Nacional vai "atrás deles". O ciclo de 10 derrotas consecutivas também afetou o rendimento da equipa. "Toda a estrutura trabalhou muito para reverter essa situação. Há uma pressão que advém da classificação, mas a equipa evoluiu nos aspetos organizativos e técnicos, apresentando em campo uma forma combativa, que só é possível porque há dentro de cada um uma crença que é possível reverter esta situação", afirmou.