2021-05-10 05:00:00 Jornal de Madeira

‘Cabeçada’ de Tagueu rumo à tranquilidade

Por Décio Ferreira A avalanche pacense iniciou-se logo aos 4’, por intermédio de Hélder Ferreira e continuou por Luiz Carlos, aos 6’ e ainda por Marcelo, aos 11’, com um remate ao poste, com os madeirenses a passarem por inúmeras dificuldades. Primeiro surgiram os avisos mas aos 12’, na sequência de um pontapé de canto, Luiz Carlos a inaugurar o marcador. Canto na esquerda, Hélder Ferreira desviou ao primeiro poste, com a bola a sobrar para Luiz Carlos, que marcou de cabeça para o primeiro golo do jogo. O golo deixou marcas no Marítimo e a intranquilidade madeirense era visível, com o Paços Ferreira a visar continuamente a baliza de Amir, com o guarda-redes insular a evitar males maiores, como aos 20’ e 21’, quando Pedro Rebocho, primeiro, numa espécie de cruzamento remate a proporcionar grande defesa ao iraniano do Marítimo e depois João Amaral com uma ‘bomba’ e com Amir, outra vez a defender em grande estilo. À meia hora de jogo o Marítimo desceu à área contrária, mas Joel não correspondeu ao cruzamento de Edgar Costa. Na resposta, nova boa oportunidade para o Paços Ferreira, com Leo Andrade a tirar sobre a linha, aquilo que poderia ter sido o segundo golo dos donos da casa. O Paços continuava a mandar na partida mas, aos 40’ e contra a corrente do jogo apareceu Joel Tagueu solto de marcação na área do Paços Ferreira a cabecear, sem apelo nem agravo para o fundo da baliza de Jordi. Um golaço que acabou por surgi na hora e momentos certos, tendo em conta as muitas dificuldades que o Marítimo passava então. Ao intervalo, o empate premiava o Marítimo, que apenas não foi para o descanso a perder por mais golos, muito graças à ação de Amir na baliza madeirense. No início da segunda parte, as coisas pouco ou nada se alteraram e Velasquez sentiu necessidade de mexer, com a saída de Guitane para a entrada de Rúben Macedo, mas o Paços, voltou a estar mais próximo de ampliar o marcador. Aos 51’, João Amaral surgiu em grande posição para marcar,mas acertou num defensou madeirense. O mesmo João Amaral, aos 57’, trabalhou bem na área, ganhou espaço para cruzar, mas acabou por escorregar mesmo no momento em que ia colocar a bola na pequena área Ainda assim, o Marítimo respondeu por Correa. Jogada de ataque rápido, Rúben Macedo ganhou a linha, cruzou para o argentino que, na área, atirou muito perto do poste da baliza de Jordi. O jogo ganhava, finalmente algum equilíbrio, no entanto, os madeirenses nunca conseguiram verdadeiramente criar perigo junto da baliza do Paços de Ferreira. Por esta altura o Paços tinha menos bola, o Marítimo tinha equilibrado a partida, mas jogava-se mais a meio campo e até final, apenas Zainadine aos 70’, João Amaral aos 74’ e Matchoi Djaló, aos 75’, poderiam ter feito as coisas se alterarem. Nos minutos finais, valeu mais o coração do que a cabeça, e a verdade é que a cabeçada de Joel Tagueu acabou por valer um ponto, que como já aqui se disse, pode ter valido muito mais do que isso, pode valer a permanência.

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