Penalização tira recorde a Hamilton e dá vitória no GP de F1 da Rússia a Bottas
Uma penalização de 10 segundos ao britânico Lewis Hamilton (Mercedes) deixou a vitória no Grande Prémio da Rússia de Fórmula 1 nas mãos do finlandês Valtteri Bottas (Mercedes), que recuperou 11 pontos ao líder do campeonato. Bottas terminou a corrida russa com o tempo de 1:34.00,364 horas, deixando o holandês Max Verstappen (Red Bull) na segunda posição, a 7,729 segundos, com Hamilton em terceiro, a 22,729. Saindo da ‘pole position’, o campeão em título ambicionava igualar as 91 vitórias conseguidas pelo alemão Michael Schumacher ao longo da sua carreira, um recorde na história da modalidade. Contudo, durante a volta de aquecimento, Hamilton treinou a partida em dois locais proibidos e entrou na corrida já sob investigação. A partida viu o jogo de equipa da Mercedes, com Bottas a aproveitar a aspiração do carro do britânico para suplantar Max Verstappen e chegar à primeira curva a discutir a liderança, mas Hamilton usou a experiência e conservou o primeiro lugar. No entanto, uma vez que era o único dos pilotos da frente com pneus macios, foi, também, o primeiro a parar. E foi nessa altura que cumpriu os 10 segundos de penalização, cinco por cada uma das duas infrações, caindo para o meio do pelotão. No início da semana, foram dadas indicações aos pilotos para não treinarem as partidas no final do ‘pit lane’ (via das boxes) e foi aí, precisamente, que Hamilton cometeu a primeira infração. O líder do campeonato encetou, então, uma recuperação desde o 11.º lugar, conseguindo chegar ao terceiro posto já nas derradeiras voltas. No final, recusou comentar o incidente apesar de, durante a corrida, e pela rádio, ter dito que era uma situação "ridícula".