2020-07-10 19:10:00 Jornal de Madeira

Mística do Marítimo também assenta numa “desforra social” contra o centralismo monárquico

O livro 'Marítimo - A antiguidade é um posto', da autoria do jornalista Luís Calisto, mostra como a mística do Marítimo pode ser ser associada, na sua génese, ao combate dos madeirenses em relação ao centralismo monárquico que imperava no final da primeira década do século XX. A associação foi feita esta tarde pelo médico Eugénio Mendonça, também conhecido por ser um fervoroso sócio e adepto do Marítimo. O clínico falava na Placa Central do Funchal, onde teve lugar a apresentação da obra.  Eugénio Mendonça foi convidado para falar sobre mística do Marítimo, mas recordando as suas origens - oriundo de uma família que pobre e que passou por muitas dificuldades - sentiu necessidade em também deixar fluir a sua vertente política.   O livro de Luís Calisto proporciona “momentos de empolgamento”, justificou o médico, explicando que retrata muito bem o quotidiano de uma grande parte da população da Madeira na altura da fundação do Marítimo.  Um povo que vivia com uma esperança de vida muito curta, em casas sem condições e sujeito ao desprezo social de classes avantajadas que seguiam o centralismo monárquico implantado a milhares de quilómetros, em Lisboa. Para o médico, o livro de Luís Calisto também mostra que a fundação do emblema verde-rubro resulta também uma “desforra social” e esta “funcionou como chama para criar o Marítimo”, e esse movimento “tem uma representação brilhante no livro”.

FC Porto bate Académico de Viseu e garante 'final four'

2026-10-28 22:57:00 Jornal da Madeira

Ronaldo eleito o melhor Bola de Ouro de todos os tempos

2026-10-28 20:49:00 Jornal da Madeira

Sul-americanos negoceiam entrada na SAD alvinegra

2026-10-28 08:30:00 Jornal da Madeira

Pesquisa

Partilhe

Email Netmadeira