“Sinto-me muito honrada com esta distinção”
2016-05-25 17:00:44 Tribuna da Madeira

“Sinto-me muito honrada com esta distinção”

Carolina Reis, aluna do 11º ano da Escola Secundária de Francisco Franco,  foi distinguida com uma menção honrosa no concurso de âmbito nacional “Uma Aventura… Literária 2016”. O trabalho da estudante da Escola Francisco Franco, na modalidade de ‘Texto Original’, foi um dos 14.064 submetidos ao concurso que contemplava ainda as modalidades de ‘Crítica’, ‘Desenho’, ‘Teatro’ e ‘Olimpíadas da História’. Segundo as dinamizadoras do concurso, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, ‘Participar’ significa ter talento, ser capaz de tomar iniciativas e ser capaz do seu melhor. Em declarações ao «Tribuna», a jovem estudante não escondeu a sua alegria e orgulho pelo reconhecimento e atributo ao seu trabalho. “Eu nem estava à espera de ser distinguida, fiquei surpresa! Nem queria acreditar! Só caí em mim no momento em que entregaram-me a Menção Honrosa e o livro”, afirmou. Esta é a primeira vez que Carolina Pimenta Reis participa num concurso deste género. O resultado foi gratificante. “Apesar de ser a primeira vez que participo num concurso deste género, sinto que é mais uma forma de mostrar que devo continuar a arriscar, a seguir aquilo que quero mesmo fazer e nunca desistir!Por isso, sinto-me muito honrada por ter sido distinguida desta forma, de entre um vasto número de participantes! Receber uma distinção é sempre um orgulho”, apontou. Para finalizar, Carolina Reis quis deixar um agradecimento: “Quero direcionar um agradecimento em especial à minha professora, Teresa Pereira, que incentivou-nos a participar. Quem sabe se isto é um sinal para o futuro que me espera…?”. “Uma Aventura No Céu” Foi com “Uma Aventura No Céu” que Carolina Reis recebeu a menção honrosa. Segue-se o texto premiado no concurso “Uma Aventura… Literária 2016”: Cá em baixo, no planeta Terra, uma menina que estava sentada ao pé de uma árvore escondida atrás da sua casa, como sempre lia um dos poemas do seu escritor preferido, Fernando Pessoa. Era uma menina de baixa estatura, muito inteligente, extrovertida, simpática, solidária e responsável. Mas tinha um problema: estava acima do peso médio estabelecido para a sua idade, apesar de ter um plano de alimentação saudável. Era o primeiro dia de aulas do seu 3º ano, a turma era outra, exceto a sua melhor amiga Clarissa que ficou com ela. Os professores eram outros e Carlota estava muito nervosa. Após as apresentações e tudo o que estava planeado fazerem para a primeira parte daquele dia, começou a reparar que os seus colegas andavam a rir de si, e que ninguém se aproximava daquela ingénua criança. Não sabendo o porquê, começou a chorar e foi direta para a sala. A professora preocupada, insistiu com Carlota para contar o que se tinha passado, mas esta resistiu. Pensando então que seria do nervosismo daquele primeiro dia, e devido ao facto de ter mudado de turma e professores, ligou aos seus pais para a virem buscar. Algum tempo depois, os pais de Carlota chegaram, a professora explicou a situação e disse que podiam levá-la hoje. Já em casa, após várias tentativas para Carlota explicar, lá conseguiram. Assustados com o que acabaram de ouvir, e dando mais importância à saúde da filha, decidiram levá-la ao médico. Ligaram para o consultório deste e marcaram para dois dias depois, que calhava num sábado, às 15h. Os dias passaram, e Carlota não ia às aulas pois tinha vergonha. Era finalmente sábado, falaram com o médico, explicaram a situação e este recomendou vários exames, sem nunca mencionar a que é que se destinavam cada um deles, pois achava também a situação estranha. Passadas duas semanas, chegaram finalmente os resultados que todos ansiavam. O médico, muito apreensivo, ligou de imediato aos pais de Carlota, pedindo para passarem por lá no próximo dia com urgência. No dia seguinte, eram 9h, Marta e Henrique, pais de Carlota, estavam já na sala de espera, para serem recebidos pelo médico. Algum tempo depois são chamados, e dirigem-se ao consultório. Ao entrarem, o médico pede para que se sentem, e antes de referir quais foram os resultados, faz algumas perguntas. Questiona se a Carlota tem andado com dores de cabeça, náuseas e com fome frequentemente. A resposta foi sim a todas elas. Então, este explicou que Carlota tinha Craniofaringioma, que é um tumor criado no cérebro observado em crianças entre os 5 e os 10 anos. Embora histologicamente benigno, estes tumores de crescimento lento frequentemente apresentam recorrência após o tratamento. Os craniofaringiomas localizam-se mais frequentemente na região supraselar com componente intraselar. Tumores restritos à região intraselar representam apenas 5% dos casos, pelo que era assim, um caso um pouco raro. Tinham apenas duas opções: ou recorriam à cirurgia, pois o cancro estava localizado, mas sabendo que o risco de morte após esse processo é de 25%; ou não faziam nada e a filha poderia sobreviver apenas mais 10 anos. Desamparados e sem saberem o que fazer, o médico recomendou que fizessem já a cirurgia, a qual os pais aceitaram. Um mês depois, estava Carlota a ser preparada para a operação, fazendo o seu ritual habitual, que costuma fazer em momentos como este. Rezou e pediu que não deixassem que nada lhe acontecesse. A cirurgia tinha corrido bem, mas já tinha passado quase uma semana, e Carlota não tinha acordado ainda – estava em coma. Os pais fizeram de tudo, juntaram todos os que pertenciam à família e até a sua melhor amiga, passaram horas e horas no hospital com esperança que a filha acordasse. Passaram noites inteiras […]

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