Um conto de Natal: Flor em chão de pedra
Pela primeira vez, nessa noite, sentia nos ossos a frieza extrema do chão empedrado. Acabara de despertar do torpor induzido pela garrafa de “Ganita” rasca. O travo azedo na boca revolveu-lhe as entranhas desabituadas a uma refeição decente. O líquido escuro e agreste era, desde há alguns anos, o seu único companheiro na solidão das…