“Governar em duodécimos ou ir para eleições”, Costa resignado
António Costa coloca-se nas mãos de Marcelo Rebelo de Sousa e diz-se disposto às duas possibilidades que se lhe colocam a partir de agora: “Governar em duodécimos ou ir para eleições”. A revelação foi feita imediatamente após deixar o hemiciclo, assegurando que irá respeitar a decisão do presidente da república, sem a questionar. O cenário resulta do chumbo da proposta de Orçamento de Estado para 2022. Com 117 votos contra, 108 a favor e cinco abstenções, a proposta apresentada pelo Governo da República não passou na generalidade. O pré-anunciado chumbo confirmou-se ao final da tarde desta quarta-feira, aquando da respetiva votação na Assembleia da República. Após 10 longas horas de debate, dividido em dois dias, o momento solene chegou com a votação e com ela a sentença final. Num universo de 230 deputados, confirmaram-se os 108 votos favoráveis da bancada socialistas, aos quais se juntaram cinco abstenções, três da bancada do PAN e ainda mais dois, um de cada deputada independente. E confirmaram-se os votos contra de PSD (79), BE (19), PCP (10), PEV (2), CDS (5), Chega (1), Iniciativa Liberal (1), num cumulativo de 117. Tudo isto no dia em que perfaz 2.162 dias de António Costa como primeiro-ministro, a 130 dias do tempo que José Sócrates exerceu o cargo e 190 de António Guterres.