Luís Filipe Vieira e outros três detidos por negócios de mais de 100 ME
O presidente do Benfica e empresário Luis Filipe Vieira, detido hoje, está ligado a uma investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros com prejuízos para o Estado, disse à Lusa fonte ligada ao processo. Uma nota do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) indica que foram detidos um dirigente desportivo, dois empresários e um agente do futebol e realizados cerca de 45 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária, em Lisboa, Torres Vedras e Braga. No comunicado do DCIAP, é indicado que os detidos são suspeitos de estarem envolvidos em “negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades”. Em causa, adianta, estão “factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente” e suscetíveis de serem “crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento”. Está previsto que os quatro detidos sejam presentes na quinta-feira a primeiro interrogatório judicial com vista à aplicação de medidas coação, “com vista a acautelar a prova, evitar ausências de arguidos e prevenir a consumação de atuações suspeitas”. Nos mandados de detenção e busca participaram 66 Inspetores Tributários, entre os quais da Direção de Serviços de Investigação da Fraude e de Ações Especiais (DSIFAE) e nove elementos do Núcleo de Informática Forense desta direção. A nota indica ainda que participaram na operação quatro magistrados do Ministério Público, três juízes de Instrução Criminal e 74 polícias da PSP.