Marcelo volta a afastar emergência
O Presidente Marcelo não vê fundamentos para uma nova declaração do estado de emergência, uma vez que o número de infeções não tem repercussões na mortalidade, nem na capacidade do SNS. O Presidente da República voltou, esta segunda-feira, a afastar um novo cenário de estado de emergência, deixando "o resto" nas mãos do Governo. "Estamos, quanto a um Estado de Emergência, muito longe dos números que eu falava na altura em que o renovei", indicou, em declarações aos jornalistas, à margem da inauguração da Galeria Millennium BCP e da exposição 'O Caminho para a Luz porque passa pela Luz', no Museu Nacional de Arte Contemporânea, em Lisboa. O número de casos de infeção "não tem consequências na mortalidade, ao contrário do que se passava quando o número era não só mais elevado, como tão elevado como agora". Além disso, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa, o número de infetados não tem repercussão "no sentido do estrangulamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O resto é o Governo que aprecia". Ainda na passada sexta-feira, o chefe de Estado afastou "um recuo" quanto ao estado de emergência. "A minha posição é a mesma, cabe-me a mim a declaração do estado de emergência, e eu não vejo razões para haver um recuo quanto ao estado de emergência, por aquilo que já disse várias vezes: número de mortos, número de cuidados intensivos, número de internados, que continua muito, muito abaixo do limite que justificou o estado de emergência no tempo em que ele durou", defendeu.