2021-01-15 18:20:00 Jornal de Madeira

Centro Hospitalar vai instalar dois contentores refrigerados para reforçar capacidade da morgue

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) vai instalar na próxima semana dois contentores refrigerados junto à casa mortuária do Hospital de Santa Maria para reforçar a capacidade de preservação dos corpos, disse hoje a instituição. A Associação Nacional das Empresas Lutuosas (ANEL) fez um apelo para que sejam criadas condições que assegurem a preservação dos corpos com dignidade até à realização dos funerais, face ao pico de óbitos que está a deixar o sistema em rutura. “Estamos há cinco ou seis dias com quase 600 óbitos por dia”, advertiu em declarações à agência Lusa o presidente da ANEL, Carlos Almeida, para quem “o cerne da questão” está no aumento da capacidade de câmaras de frio nos hospitais. Contactado pela agência Lusa, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, que inclui os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, afirmou que “tem circuitos perfeitamente definidos, autónomos e seguros para transporte e preservação dos corpos, mantendo essa capacidade nesta fase de elevada pressão assistencial”. Mas, anunciou, irá reforçar no início da próxima semana essa capacidade “com a instalação de dois contentores refrigerados para prevenir o aumento de necessidades nesta área”. Já a Norte, fonte do Hospital Pedro Hispano, da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, distrito do Porto, referiu à Lusa que “desde o início do mês de dezembro, altura em que se previa algumas dificuldades tendo em conta os feriados e a época natalícia, que a casa mortuária conta com o apoio de câmaras de frio”. Em causa um contentor frigorifico instalado na proximidade da casa mortuária, cuja capacidade não foi especificada. Também contactado pela Lusa, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), adiantou que existe “alguma sobrecarga no serviço”, se se comparar com a atividade habitual, mas assegurou que “não se registam condicionalismos”. “Registaram-se alguns picos de maior congestionamento devido, particularmente, a atrasos na recolha dos corpos para os funerais”, refere o centro hospitalar, que engloba os hospitais de São José, Curry Cabral, Santa Marta, Capuchos, D. Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa. Sublinha ainda que “a ocupação das morgues não atingiu o limite máximo, mas, se houver necessidade, serão ativados equipamentos de frio adicionais”.

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