2020-09-07 21:25:00 Jornal de Madeira

"Estamos preparados para enfrentar o regresso às aulas"

Marta Temido e Tiago Brandão Rodrigues falaram ao país, esta segunda-feira, após a reunião do Infarmed. Especialistas, políticos e parceiros sociais voltaram hoje a reunir-se, para analisar a situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal.  Ao lado do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, a ministra da Saúde começou por garantir que está tudo preparado para o início do ano letivo, o que acontece já na próxima semana. "Estamos preparados para enfrentar o regresso às aulas e também estamos melhor preparados do que estávamos há seis meses para enfrentar um eventual recrudescimento da doença", salientou Marta Temido. De acordo com a governante, não há dúvidas de que o país tem "mais meios, experiência e conhecimento" ainda que o contexto "seja de grande exigência". Já Tiago Brandão Rodrigues sublinhou o trabalho das escolas e o sucesso das orientações que foram implementadas pelas autoridades de saúde, aproveitando para relembrar que as escolas não tiveram "praticamente" casos durante o período de reabertura para os alunos do ensino secundário. "As orientações falam do distanciamento físico e reorganização dos espaços. Mas o mais importante é a gestão de casos suspeitos", referiu. O governante assegurou que as escolas estão a fazer tudo para aumentar a segurança e a confiança das famílias e anunciou que, na sexta-feira, serão conhecidas as regras que definem o "papel de cada um". Tiago Brandão Rodrigues anunciou ainda que a ferramenta 'Estudo em Casa' irá continuar e que “haverá novidades em breve” sobre isso, mas frisou que "o que queremos é que as crianças estejam na escola e é para isso que vamos trabalhar. Se forem interrompidas têm de ser interrompidas no menor espaço e tempo possível". Outra das questões que mais preocupa os portugueses são os surtos nos lares de idosos. Sobre estes, Marta Temido recordou que "desde o primeiro momento" os lares e estruturas para idosos são uma preocupação para o Governo e daí as "765 estruturas de retaguarda para apoiar a deslocalização dos utentes e os "mais de 117 mil testes realizados". Contudo, com vista a melhorar o desempenho nestas estruturas, a ministra anunciou que se irá “procurar uma maior celeridade na resposta”. "Vamos continuar a investir naquilo que são os testes feitos num período de tempo muito rápido para deteção e tratamento", garantiu.

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