2023-09-24 09:18:00 Jornal de Madeira

Nagorno-Karabakh: Arménia exige missão da ONU na região

A Arménia exigiu ontem à Organização das Nações Unidas (ONU) o envio imediato de uma missão para monitorizar a situação na região de Nagorno-Karabakh. “A comunidade internacional deve fazer todos os esforços para enviar imediatamente uma missão da ONU para verificar e avaliar os direitos humanos e a situação humanitária e de segurança no terreno”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros arménio, Ararat Mirzoyan, na Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque. O Azerbaijão lançou uma operação no início da semana nesta região separatista habitada principalmente por arménios, obtendo uma vitória relâmpago. Os separatistas arménios concordaram em entregar as armas na sexta-feira. Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão, Jeyhun Bayramov, prometeu, também na Assembleia-Geral da ONU, tratar a maioria arménia na região como “cidadãos iguais”. Porém, a Arménia receia uma “limpeza ética” e considera que a ofensiva lançada pelo Azerbaijão “não foi acidental”. “Infelizmente, não temos um parceiro para a paz, mas sim um país que declara abertamente que 'a razão está do lado dos fortes' e que usa constantemente a força para perturbar o processo de paz”, acrescentou o chefe da diplomacia da Arménia. Nagorno-Karabakh foi anexado ao Azerbaijão em 1921 pelo poder soviético, mas é habitado sobretudo por arménios. Este enclave montanhoso foi no passado palco de duas guerras entre as antigas repúblicas soviéticas do Azerbaijão e da Arménia: uma de 1988 a 1994 (30.000 mortes) e outra no outono de 2020 (6.500 mortes).

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