Rebelião de Prigozhin ameaça estatuto do Grupo Wagner
O Grupo Wagner (GW) desempenha desde há anos, de forma ambígua e informal, as funções de braço armado de Moscovo no estrangeiro, um estatuto posto em causa pela rebelião liderada pelo seu chefe, Yevgeni Progozhin. O GW, criado por um antigo tenente-coronel das forças especiais russas, Dmitry Utkin, na primavera de 2014, aquando da anexação russa da Crimeia, e liderado pelo oligarca Yevgeny Prigozhin – que apenas assumiu esta liderança em janeiro deste ano - é o mais proeminente exército privado russo controlado pelo Kremlin, mas não o único. Mais de uma dezena de empresas militares privadas russas estão presentes em África, Médio Oriente, Ásia e América Latina, incluindo unidades equipadas com equipamento militar na Ucrânia, República Centro-Africana (RCA), Líbia, Mali, Sudão, Síria e Venezuela, de acordo com um estudo do European Union Institute for Security Studies (EUISS) divulgado há menos de duas semanas.