2023-07-01 09:23:00 Jornal de Madeira

Espanha quer UE com novos “melhores amigos” como Brasil para reduzir dependências

 A presidência espanhola da União Europeia (UE), que hoje arranca, quer ter países da América Latina como o Brasil, com o qual espera contar na cimeira de julho, como "melhores amigos" para reduzir as dependências europeias externas. "Eles já são mesmo os nossos melhores amigos e, com a situação da Rússia [pela invasão da Ucrânia] e da China, temos mesmo de olhar com mais atenção para a América Latina", afirmaram fontes diplomáticas à Lusa, a antever aquele o semestre espanhol na liderança da UE, até final do ano. Depois de oito anos sem reuniões de alto nível, realiza-se a 17 e 18 de julho em Bruxelas a cimeira da UE com a CELAC, que juntará os 27 líderes dos Estados-membros europeus e dos 33 países da América Latina e Caribe, além dos presidentes das instituições europeias. Para Madrid, a cimeira será, além do "maior evento" da presidência espanhola, uma "janela de oportunidade" para todos os países, principalmente da América Latina, com destaque para o maior país da região, o Brasil, dada a mudança na Presidência brasileira e a sua maior abertura ao mundo e à Europa. Depois de vários meses de contactos espanhóis com a CELAC, a expectativa é mesmo que o Presidente do Brasil, Lula da Silva, esteja presente nesta cimeira de julho, segundo fontes diplomáticas espanholas, que destacam que na ocasião será firmada "uma declaração conjunta" que terá "uma referência" ao acordo da UE-Mercosul, o Mercado Comum do Sul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. "Não participar nesta cimeira seria perder uma oportunidade", apontam as mesmas fontes à Lusa, manifestando a ambição de Espanha - e de Portugal - de avançar então na conclusão do acordo UE-Mercosul, que abrange 25% da economia global e 780 milhões de pessoas, quase 10% da população do mundo.

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