Diplomacia dos EUA não prevê reunir com representantes da China e Rússia no G20
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, não tenciona reunir com seus homólogos russos, Serguei Lavrov, e chinês, Qin Gang, na reunião ministerial do G20, que começa na quinta-feira em Nova Deli. "Não tenciono vê-los no G20, embora suspeite que certamente estaremos juntos em algumas sessões", disse Blinken, em declarações feitas na capital uzbeque, Tashkent, após um encontro com o Presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyóyev, e com o seu homólogo, Bajityor Saidov. Questionado sobre o facto de muitos dos países não alinhados ou neutros gostarem de ver negociações de paz para a Ucrânia, nomeadamente através do plano apresentado pela China, Blinken reconheceu que "existem alguns elementos positivos” nessa proposta. "Mas, se a China realmente levasse a sério o primeiro princípio que enunciou - a soberania - teria passado todo o ano passado a apoiar a restauração da plena soberania da Ucrânia", lembrou o chefe da diplomacia norte-americana. Blinken insistiu que "a China não pode ter as duas coisas: não pode apresentar-se publicamente como uma força de paz enquanto, de uma forma ou de outra, continua a alimentar as chamas deste incêndio iniciado pelo (Presidente russo) Vladimir Putin. Por outro lado, Blinken disse que se Putin estivesse realmente disposto a fazer contactos sérios para acabar com a agressão, os Estados Unidos “seriam os primeiros a trabalhar nisso". "A verdadeira questão é se a Rússia chegará a um ponto em que esteja realmente disposta a terminar a sua agressão, num modelo consistente com a Carta das Nações Unidas e com os seus princípios". Também na véspera da reunião do G20, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, pediu a este grupo de países que, no encontro de Nova Deli, dê "uma mensagem clara contra a guerra de agressão russa". A ministra defendeu que, na reunião dos chefes de diplomacia, é imperativo enfrentar "com todas as forças" os grandes desafios globais, o que implica "responder ao jogo cínico da Rússia". Baerbock lembrou que "mísseis russos caem sobre pessoas inocentes na Ucrânia e afetam a segurança alimentar e energética de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo".