Ucrânia: Nova Iorque ilumina 10 monumentos de azul e amarelo
O estado norte-americano de Nova Iorque vai iluminar esta noite 10 monumentos de azul e amarelo em homenagem à visita do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Washington. A maioria dos sítios iluminados são arranha-céus ou monumentos de Manhattan, como Empire State Building ou o World Trade Center, mas também pontes e até as Cataratas do Niágara (norte), de acordo com o governador Kathy Hochul. Já é comum esses lugares considerados icónicos serem iluminados de uma forma ou de outra, dependendo das festividades, geralmente com as cores da bandeira dos Estados Unidos. Kathy Hochul lembrou que o seu governo proibiu todas as agências estaduais de assinar acordos ou fazer negócios de qualquer tipo com a Rússia. Nova Iorque fortaleceu o sistema de controlo de sanções contra empresas russas identificadas pelo governo federal e abriu uma página na Interne para que os nova-iorquinos possam oferecer ajuda e assistência aos refugiados ucranianos. Volodymyr Zelensky está de visita aos Estados Unidos, onde já se encontrou com o homólogo norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca, e fará um discurso no Congresso. O Presidente ucraniano realçou hoje em Washington que uma "paz justa" para terminar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia não implica "nenhuma cedência" na integridade territorial ucraniana. "Para mim, como Presidente, uma 'paz justa' não implica qualquer cedência quanto à soberania, liberdade e integridade territorial do meu país", destacou o chefe de Estado da Ucrânia, durante uma conferência de imprensa ao lado do homólogo norte-americano, Joe Biden, após uma reunião bilateral na Casa Branca. Em resposta a uma pergunta de um jornalista ucraniano, Zelensky referiu que não sabe o que é uma "paz justa" para todos. "Tenho falado muito nas crianças, mas, como pai, gostava de enfatizar que muitos pais perderam filhos na linha da frente. O que é 'paz justa' para eles? Dinheiro ou compensações não são nada. É uma tragédia tremenda e, quanto mais a guerra durar, mais pais viverão a querer vingança", sublinhou Zelensky. Em resposta, Joe Biden garantiu que partilha a mesma visão pela "independência da Ucrânia". "Queremos que esta guerra acabe, e, como dissemos, isso não irá acontecer agora (…). Vamos ajudar a Ucrânia a ganhar no campo de batalha, o que não pode acontecer sem a nossa ajuda", destacou. Zelensky, disse ainda o Presidente norte-americano, estará futuramente "pronto para falar [sobre a paz] porque terá ganho no campo de batalha". Antes da reunião na Casa Branca, em declarações aos jornalistas, Biden tinha garantido a Zelensky que os EUA vão defender uma "paz justa" para a Ucrânia.