2022-12-06 14:43:00 Jornal de Madeira

Irão: Cinco pessoas condenadas à morte pelo homicídio de um paramilitar

Cinco pessoas foram condenadas à morte e onze a "longas penas de prisão", incluindo três menores de idade, pelo homicídio de um paramilitar durante os protestos no Irão, anunciou hoje o porta-voz do Poder Judiciário iraniano.   Estas últimas sentenças elevam para 11 o número de pessoas condenadas à morte devido aos distúrbios que acontecem em todo o país há mais de dois meses. Na segunda-feira, os cinco condenados à morte foram considerados culpados pela morte em novembro de Ruhollah Ajamian, membro da milícia Bassij, ligada à Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irão, declarou Massoud Setayeshi. "Qualquer um pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal", disse o porta-voz. Os cinco foram acusados de "corrupção na terra", uma das acusações mais graves do código penal iraniano. Além disso, onze pessoas, incluindo "três jovens com menos de 18 anos" foram condenadas a "longas penas de prisão", acrescentou Setayeshi. Uma mulher também foi condenada, mas o porta-voz não especificou a sua sentença. O Irão tem sido palco de protestos desde a morte de Mahsa Amini, em 16 de setembro, uma curda iraniana de 22 anos que morreu três dias após a sua detenção pela polícia da moralidade em Teerão. Mahsa Amini foi acusada de ter violado o estrito código de vestimenta do Irão ao usar de forma incorreta o ‘hijab’ [véu islâmico]. De acordo com os meios de comunicação locais, Ruhollah Ajamian foi morto em 03 de novembro em Karaj, a 30 quilómetros a oeste de Teerão, durante uma manifestação que marcava o 40.º dia de luto pela morte de uma manifestante. Segundo a procuradoria iraniana, os condenados agrediram o paramilitar desarmado, despiram-no, esfaquearam-no, espancaram-no e depois arrastaram o seu corpo nu pela rua. O Conselho de Segurança do Irão referiu que, desde o início dos protestos "mais de 200 pessoas" morreram, mas organizações não-governamentais (ONG) estrangeiras, como a Iran Human Rights (IHR), com sede em Oslo, estimam o número de mortos em 448 devido à forte repressão policial. Além disso, pelo menos 2.000 pessoas foram acusadas de vários crimes pela sua participação nas mobilizações.

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