2022-10-03 18:02:00 Jornal de Madeira

Quénia volta a autorizar importação e cultivo de milho geneticamente modificado

O Presidente queniano, William Ruto, autorizou hoje a importação e cultivo de milho geneticamente modificado, proibido desde 2012, para lidar com a grave seca no país, de acordo com uma declaração presidencial. As autoridades, que pretendem "redefinir significativamente a agricultura no Quénia", anunciaram a autorização de "culturas resistentes a pragas e doenças". A presidência "anulou a sua decisão anterior de 08 de novembro de 2012 que proibia o cultivo" de organismos geneticamente modificados, afirma-se na declaração. "O cultivo e a importação de milho branco geneticamente modificado é agora permitido", acrescentou. As autoridades também querem "reduzir a dependência" da agricultura intensiva em água no país, "através da plantação de culturas resistentes à seca". William Ruto, que foi eleito em agosto passado, prometeu combater a inflação, que é particularmente elevada nos combustíveis, alimentos, sementes e fertilizantes. Uma semana após a tomada de posse, em setembro, o chefe de Estado reduziu para metade o preço dos fertilizantes. Antigo ministro da Agricultura, Ruto prometeu revitalizar o setor, um pilar da economia que representa 20% do Produto Interno Bruto (PIB). O Quénia, a potência económica da África Oriental, está a sofrer uma seca sem precedentes em 40 anos, e a fome afeta pelo menos quatro milhões de pessoas de uma população de mais de 50 milhões. De acordo com as autoridades, a seca está a atingir 23 das 47 regiões do país. Devido a fracas épocas chuvosas, os rios e poços secaram, as pastagens transformaram-se em pó, causando a morte de mais de 1,5 milhões de animais no país.

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