2022-09-11 22:45:00 Jornal de Madeira

Governo da Venezuela recusa libertar detidos norte-americanos

O Governo venezuelano recusa libertar cidadãos norte-americanos detidos no país, rejeitando o pedido dos Estados Unidos relativo a um veterano da Marinha preso na Venezuela há dois anos. O Governo do Presidente Nicolás Maduro afirmou hoje que continuará a aplicar as suas leis, garantindo que se mantêm abertos os canais negociais com os EUA, avança a agência de notícias Associated Press (AP). No entanto, o executivo venezuelano considera “lamentável que as autoridades dos Estados Unidos insistam na sua reivindicação de conferir uma imunidade inaceitável aos seus nacionais, em absoluto desrespeito pela soberania e autodeterminação dos povos". A posição do Governo de Caracas surge um dia após o Departamento de Estado norte-americano ter afirmado que iria continuar a pressionar Maduro "para a libertação imediata e incondicional" de Matthew Heath e outros cidadãos norte-americanos que considera detidos injustamente na Venezuela. Pelo menos 10 homens, incluindo cinco executivos do petróleo e três veteranos, estão detidos na Venezuela. Os funcionários das Nações Unidas queixam-se da falta de independência dos juízes e procuradores venezuelanos assim como das condições das cadeias onde se encontram detidos vários norte-americanos. Em março, o Governo de Maduro libertou dois norte-americanos após uma viagem surpresa a Caracas por altos funcionários da Casa Branca e do Departamento de Estado. Três meses depois, uma nova viagem não resultou na libertação de quaisquer detidos. O Departamento de Estado, equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, emitiu um aviso em julho alertando os cidadãos norte-americanos para evitarem todas as viagens à Venezuela devido ao risco de detenções indevidas e ameaças de grupos armados ilegais, especialmente ao longo das fronteiras porosas do país. Heath, um antigo cabo da marinha norte-americana, foi preso em 2020 num bloqueio de estrada na Venezuela e acusado de ser um terrorista e espião do então Presidente dos EUA, Donald Trump. A declaração de sexta-feira do Departamento de Estado diz que Heath foi preso sob "acusações ilusórias".    

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