2022-06-08 17:33:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Líderes pró-russos de Zaporijia admitem integração da região na Rússia

s forças pró-russas que controlam parte de Zaporijia pretendem realizar um referendo no outono para integrar esta região do sul da Ucrânia na Rússia, anunciou hoje um líder local. “É minha profunda convicção que isso [referendo sobre integração] pode ser feito no outono”, disse o chefe da administração civil e militar de Zaporijia, Yevgeny Balitsky, ao canal estatal Rossiya-24, citado pela agência espanhola EFE. Balitsky, que foi nomeado por Moscovo após as tropas russas terem conquistado parcialmente Zaporijia, disse que “quase 80%” da região está sob controlo da Rússia e de milícias pró-russas. As autoridades ucranianas admitiram que a Rússia controla 60% da região de Zaporijia, onde está localizada a maior central nuclear da Europa. Em maio, os líderes pró-russos da vizinha Kherson, que também está parcialmente sob controlo russo, disseram igualmente que pretendiam integrar a região na Rússia. No entanto, divergiram sobre se essa integração deve ser feita através de um referendo ou por decreto. O chefe-adjunto da administração civil e militar de Kherson, Kiril Stremousov, disse, em maio, que provavelmente haverá um “decreto baseado no apelo dos líderes da região ao Presidente russo e um pedido para incluir a região numa província de pleno direito da Federação Russa”. Stremousov excluiu um referendo sobre a criação de uma república popular na linha das autoproclamadas repúblicas de Lugansk e Donetsk, reconhecidas pela Rússia como estados independentes três dias antes da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro. Em 2014, a península ucraniana da Crimeia foi integrada na Rússia após um referendo realizado sob ocupação russa, que não foi reconhecido pela comunidade internacional. A Ucrânia reclama a soberania sobre a Crimeia, mas o Governo de Moscovo tem afirmado que se trata de uma questão resolvida em definitivo. “Quer gostem ou não, o futuro da Crimeia é para sempre com a Rússia”, disse, em março, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russa, Maria Zakharova. Ao anunciar a invasão da Ucrânia, considerada por Moscovo como uma “operação militar especial”, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que estava a responder a um pedido de ajuda das autoridades pó-russas de Donetsk e Lugansk. A invasão destina-se também a “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia, segundo Putin. A guerra na Ucrânia está em curso há mais de três meses, com um balanço por determinar, mas que diversas fontes, incluindo a ONU, admitem ser consideravelmente elevado. A ONU confirmou a morte de mais de 4.200 civis desde o início da guerra, mas tem alertado que os números são substancialmente superiores por não ter acesso a muitas zonas da Ucrânia.

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