2022-06-01 18:36:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Países do Golfo transmitem a Moscovo posição sobre "impacto negativo" da guerra

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) transmitiram hoje ao ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, uma "posição unida" sobre o "impacto negativo" da guerra na Ucrânia, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita.   Faisal bin Farhan fez uma declaração após o encontro entre Lavrov e os seus homólogos da Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Omã, que compõem o CCG, e que também tiveram um encontro, por vídeo, com o ministro dos negócios estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba. "Realizamos hoje reuniões frutíferas com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da Ucrânia, nas quais transmitimos a nossa posição unificada sobre a crise russo-ucraniana e as suas repercussões negativas, especialmente no que diz respeito à segurança alimentar dos países afetados e do mundo", declarou o ministro saudita, sem divulgar detalhes. Os membros desta aliança económica e política têm mantido uma posição neutra sobre a guerra da Rússia na Ucrânia, evitaram aderir às sanções ocidentais contra Moscovo. Bin Farhan não se referiu à reunião do grupo OPEP+, composto pelos 13 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e 10 aliados externos, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, agendada para quinta-feira para avaliar a situação do mercado petróleo e decidir se haverá alterações na produção dos países exportadores. A reunião de Lavrov com os seus colegas do CCG surge depois de o Wall Street Journal ter noticiado que alguns membros da Organização estão a ponderar a ideia de suspender a participação da Rússia num acordo de produção de petróleo, à medida que as sanções ocidentais e uma proibição europeia parcial à compra de crude russo começam a minar a capacidade de Moscovo de produzir mais. Esta aliança tem implementado um plano desde agosto de 2021, segundo o qual aumenta a sua produção em cerca de 400.000 barris por dia, decisão tomada mensalmente, e tem resistido à pressão dos EUA e da Europa para um reforço de produção que trave o aumento dos preços. O chefe da diplomacia saudita sugeriu, por outro lado, que Lavrov se ofereceu para mediar entre os membros do CCG e o Irão, um país aliado da Rússia e acusado pelos seus vizinhos árabes no Golfo de desestabilizar a segurança daquela região pelas suas atividades nucleares.

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