2022-04-14 12:54:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: China defende que está do “lado certo” da História

A China criticou hoje as acusações “injustificadas” dos Estados Unidos, acerca do seu relacionamento com a Rússia, defendendo que trabalha pela paz e que está do “lado certo” da História. Importante parceiro diplomático e económico de Moscovo, Pequim recusou, até à data, condenar claramente a invasão da Ucrânia pela Rússia. A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse na quarta-feira que a posição da China em relação à Rússia ameaça a sua “integração” na economia global. “A China reafirmou recentemente o seu relacionamento especial com a Rússia. Espero que a China faça algo positivo com esse relacionamento e ajude a terminar esta guerra", disse Yellen. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China expressou hoje a sua insatisfação com aquelas declarações. “Estamos a fazer grandes esforços para aliviar a situação, resolver a crise e restaurar a paz”, disse Zhao Lijian, porta-voz da diplomacia chinesa. Zhao pediu que não se “distorça a posição” de Pequim. “A soberania da Ucrânia deve ser preservada. As preocupações legítimas de segurança da Rússia também devem ser respeitadas", defendeu. Pequim concorda com Moscovo, quando este considera que a expansão da NATO ajudou a desencadear a guerra na Ucrânia. A posição da China em relação à Rússia contrasta com a do Ocidente, que condenou fortemente a operação militar na Ucrânia e impôs sanções contra a economia e os líderes russos. “Nós opomo-nos a acusações e suspeitas injustificadas contra a China", disse Zhao Lijian. “O tempo vai acabar por provar que a China está do lado certo da História”, afirmou. Os Estados Unidos dizem estar preocupados com a potencial ajuda militar chinesa ao exército russo ou a possibilidade de Pequim ajudar Moscovo a contornar as sanções ocidentais. A China pediu no início de abril aos países ocidentais que não “superestimem” o seu papel.  

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