2022-01-26 17:50:00 Jornal de Madeira

Organizações judaicas pedem ao Governo de Israel para agir face a violência dos colonos

Organizações judaicas apelaram hoje ao Governo de Israel para condenar atos de violência cometidos por grupos de colonos na Cisjordânia, penalizar os responsáveis e enfrentar este problema crescente com "a determinação e a seriedade que a grave situação exige".   "Escrevemos para condenar veementemente o terrorismo e a violência cometidos por extremistas judeus na Cisjordânia contra palestinianos, civis israelitas e soldados do exército", assinalam estes grupos numa carta enviada ao primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, e ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Yair Lapid. A carta é assinada por grupos judeus dos Estados Unidos e de Israel, como a Liga Anti-Difamação, a Conferência Central dos Rabinos Americanos, o Fórum Político de Israel, o Conselho Nacional das Mulheres Judias, a Assembleia Rabina, a União para a Reforma do Judaísmo e a Sinagoga Unida do Judaísmo Conservador. Os atos violentos cometidos por colonos judeus na Cisjordânia ocupada, principalmente contra palestinianos, não são um fenómeno novo, mas intensificaram-se e aumentaram mais de 50% em 2021, segundo dados da Agência de Segurança israelita. Na passada sexta-feira, colonos mascarados, armados com bastões e gasolina, atacaram ativistas pró-palestinianos, incluindo israelitas, enquanto estes plantavam árvores na aldeia palestiniana de Burin, no norte da Cisjordânia ocupada, ferindo várias pessoas. Este ataque causou grande comoção até entre a população israelita e provocou mensagens de condenação de deputados e membros do Governo. O primeiro-ministro israelita ainda não se pronunciou sobre o incidente e em dezembro causou uma forte controvérsia ao afirmar que a violência dos colonos contra os palestinianos era "minoritária", contra a opinião de outros parceiros do Governo. O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU documentou no ano passado quase 500 ataques de colonos contra propriedade e civis palestinianos, comparando com 360 em 2020, aumentando também a proporção destes atos violentos que causaram vítimas.

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