Dez portugueses são procurados pela Interpol. Saiba quem são e que crimes cometeram
De acordo com o sítio oficial da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), dez portugueses (em breve 11) são procurados mundialmente depois de terem fugido à Justiça. São todos homens e o tráfico de droga é o crime mais frequentemente associado a estes fugitivos. O mais conhecido destes homens procurados internacionalmente é Duarte Lima Domingos, antigo líder parlamentar do PSD, de quem é pedida a extradição por parte do Brasil. O ex-governante encontra-se neste momento a cumprir pena no concelho de Sintra, por burla e branqueamento de capitais, mas a justiça brasileira entende que o social-democrata deve ser julgado e cumprir pena no Brasil pelo homicídio de Rosalina Ribeiro, ocorrido em 2009, nesse mesmo país. Serafim Pereira Almeida da Cruz e João Paulo Ferreira Marques são outros dos portugueses procurados pela Interpol a pedido da Argentina, pela suspeita de tráfico de estupefacientes. A estes junta-se Carlos Miguel Pina de Castro e Silva, de 51 anos. procurado no Brasil, também por tráfico de droga. Também procurado pelo Brasil é Mário António Fonseca pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de droga, José António Cohen, de 71 anos, devido ao tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos, Jorge Palhinhos, de 75 anos, pela suspeita de lavagem de dinheiro e tráfico de droga, e Manuel Rosa Monteiro, por tráfico de droga e lavagem de dinheiro. Já os Estados Unidos tentam localizar o paradeiro de Carlos Bolieiro, de 59 anos natural da ilha de São Miguel, nos Açores, pela prática de "agressão sexual agravada", e de Daniel Costa, de 51 anos, pelo crime de homicídio e tentativa de roubo. João Rendeiro é o mais recente português a ser procurado pelas autoridades para cumprir penas de 10, 5 e 3 anos e meio de prisão a que foi condenado em três processos, embora ainda não conste desta lista da Interpol. No entanto, o ex-presidente do Banco Privado Português (BPP) já disse que ão tenciona regressar a Portugal e não se apresentará para cumprir pena. Na origem deste julgamento está a queixa do embaixador jubilado Júlio Mascarenhas que, em 2008, investiu 250 mil euros em obrigações do BPP, poucos meses antes de ser público que a instituição liderada por João Rendeiro estava numa situação grave e ter pedido um aval do Estado de 750 milhões de euros. O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, verificou-se em 2010. Apesar da sua pequena dimensão, teve importantes repercussões devido a potenciais efeitos de contágio ao restante sistema quando se vivia uma crise financeira.