Afeganistão: Alemanha só retirou 100 dos seus colaboradores afegãos
O exército alemão retirou 4.500 pessoas do Afeganistão até meados desta semana, entre as quais estão 100 funcionários locais e as suas famílias, informou hoje a imprensa local. De acordo o diário "Welt", o Ministério do Interior informou a câmara baixa do parlamento alemão (Bundestag) que apenas 101 funcionários locais foram retirados com suas famílias, perfazendo um total de cerca de 500 das 4.500 pessoas. Questionado sobre a possibilidade de haver funcionários locais que estejam noutros países europeus, devido à situação confusa da retirada de Cabul, o Ministério do Interior preferiu não responder, segundo o mesmo jornal. A ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer, anunciou na quinta-feira o fim do transporte aéreo de Cabul, devido ao agravamento da situação de segurança no aeroporto. Um dos objetivos do transporte aéreo entre Cabul e Tashkent, no Uzbequistão, era retirar os afegãos que tinham colaborado com a Alemanha, mas até ao momento não havia dados oficiais sobre o número de funcionários locais resgatados. Durante esta missão, a aeronave militar A400M do exército alemão realizou um total de 37 voos entre Cabul e Tashkent, no Uzbequistão. Os talibãs conquistaram Cabul em 15 de agosto, concluindo uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO. As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. A tomada da capital pôs fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e aliados na NATO, incluindo Portugal.