Luso-americanos sem confiar na capacidade dos consulados
A PALCUS apresenta algumas sugestões para a melhoria dos serviços, como apostar em ‘call centers’, implementar inquéritos de satisfação virtuais e que sejam enviados de forma automática. EUA A comunidade luso-americana “não confia na capacidade da rede consular” nos Estados Unidos da América e pede um plano de ação à secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, declarou, ontem, à Lusa uma responsável do Conselho de Liderança Luso-Americano, PALCUS. Ângela Simões, ‘chair’ desta organização de âmbito nacional nos EUA, afirmou, por escrito, que a comunidade luso-americana tem grandes dificuldades na interação com consulados portugueses há vários anos e que os desafios não estão a ser devidamente reconhecidos e tratados pela tutela. No momento, “a comunidade luso-americana não confia na capacidade da rede consular de atender mesmo nos níveis mais básicos”, sublinha a PALCUS, pedindo que a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, “reconheça” e mostre compromisso para encontrar soluções. As queixas de “mau serviço, informações incorretas e comportamento totalmente inaceitável” nos serviços consulares, que se prolongam há vários anos, ressurgem dias antes do início de uma visita de Berta Nunes às comunidades portuguesas nos EUA, que acontece a partir de hoje (4) e até o 11 de junho. Angela Simões declarou que “é uma pena que as informações dadas à secretária de Estado sobre a rede consular sejam imprecisas, mostrando que está tudo bem e que todos os problemas são pequenos ou relacionados com a pandemia”. "A nossa população passa por muito ‘stress’ quando os seus documentos estão quase a expirar e as pessoas não podem agendar consultas num período de dois anos”, quando alguns consulados indicam, na internet, disponibilidade apenas em 2022, indica a organização. Outra das preocupações é que “muitos consulados declararam que não estão a processar registos de casamento, óbito ou nascimento, pedidos de cidadania ou procuração”. foto DR