2020-04-01 08:51:00 Jornal de Madeira

Venezuela: Colômbia acredita em plano dos EUA para "transição democrática"

O Governo da Colômbia disse esta terça-feira acreditar que o plano dos Estados Unidos para a democracia na Venezuela, através de um “governo de transição”, com representantes de Maduro e Guaidó, está em linha com o Grupo de Lima. “A iniciativa apresentada está em linha com as propostas e planeamentos realizados no Grupo de Lima no último ano sobre a urgência de avançar na direção de uma solução política, pacífica e liderada pelos próprios venezuelano”, informou, em comunicado, o Ministério Negócios Estrangeiros colombiano. Os Estados Unidos apresentaram um Plano de Transição Democrática para a Venezuela que prevê que o Presidente eleito, Nicolás Maduro, e o autoproclamado Presidente interino, Juan Guaidó, se afastem para permitir que um Conselho de Estado Plural prepare a realização de eleições presidenciais nos próximos meses, tendo como contrapartida o fim das sanções económicas internacionais contra o regime de Caracas. O presidente colombiano, Ivan Duque, considera que esta ideia coincide com as iniciativas do Grupo de Lima, destinadas a alcançar a restauração completa da democracia na Venezuela. “Isso será alcançado com a realização de eleições livres e credíveis, num processo que inclui a nomeação de um Conselho Nacional Eleitoral independente, um Supremo Tribunal imparcial, o apoio da observação internacional, a total liberdade de imprensa e a participação política de todos os venezuelanos, sem exceção”, acrescentou o ministério. O Grupo de Lima, composto pela Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Guiana, Santa Lúcia e Bolívia, foi criado em 2017, quando a Venezuela foi palco de violentas manifestações. Os EUA não fazem parte do grupo, mas são apoiantes externos. Já na terça-feira, Governo venezuelano fez saber que recusou o pedido dos EUA para formar um governo de transição, enquanto a oposição, liderada por Juan Guaidó apoia a iniciativa norte-americana. “A Venezuela é um país livre, soberano, independente e democrático, que não aceita, nem jamais aceitará, tutela alguma de nenhum governo estrangeiro”, refere um comunicado do Ministério das Relações Exteriores venezuelano. Por sua vez, Guaidó, agradeceu aos EUA o apoio para criar um “governo de emergência”. Cerca de 60 países, incluindo Portugal, reconhecem a legitimidade do autointitulado Presidente interino, Juan Guaidó, e pedem novas eleições na sequência de uma crise política provocada pelas eleições presidenciais de 2018, em que Maduro saiu vencedor sob críticas de falta de transparência por parte da oposição. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português manifestou satisfação com o Plano de Transição Democrática que foi proposto pelos EUA para a Venezuela, visando a preparação de eleições presidenciais.

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