Putin proíbe temporariamente voos comerciais para a Geórgia
O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou hoje um decreto que proíbe companhias aéreas de transportar passageiros russos para a Geórgia a partir de 08 de julho, segundo o gabinete de imprensa do Kremlin. O decreto aconselha os operadores turísticos e agentes de viagem a absterem-se de oferecer viagens que envolvam a transferência de cidadãos russos para a Geórgia. O decreto visa "garantir a segurança nacional da Rússia e a proteção dos cidadãos russos contra ações criminosas ou ilegais". Putin instruiu o governo russo a tomar medidas para garantir o retorno de cidadãos russos que se encontrem temporariamente na Geórgia, bem como as respetivas bagagens. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, em conjunto com outros organismos, deve coordenar com as autoridades georgianas as ações destinadas a garantir a segurança dos cidadãos russos e o seu regresso à Rússia. A Geórgia viveu hoje o segundo dia de confrontos, depois de uma manifestação da oposição perto do Parlamento contra a participação de uma delegação parlamentar russa, liderada pelo deputado Sergey Gavrilov, na XXVI Sessão Geral da Assembleia Interparlamentar Ortodoxa. De acordo com a polícia georgiana, durante os confrontos de quinta-feira, 305 pessoas foram detidas por "autoria de vários crimes", incluindo a destruição de veículos policiais e particulares, a destruição de bens privados e a resistência a agentes da polícia. Vão também ser investigados possíveis casos de violência policial injustificada. O protesto, segundo os seus organizadores, foi causado pelo facto de o deputado russo se ter sentado na cadeira do presidente da assembleia, durante a cerimónia de abertura do evento, o que foi interpretado como uma ofensa pela oposição. A Geórgia rompeu relações diplomáticas com a Rússia após uma guerra em 2008 na região separatista da Ossétia do Sul, que terminou com a vitória russa. A Rússia e a Geórgia travaram uma guerra em 2008, no final da qual Moscovo reconheceu a independência de duas repúblicas separatistas da Geórgia, a Abkházia e a Ossétia do Sul, territórios que, para as autoridades georgianas, já estavam sob ocupação russa.