Startup russa quer pôr anúncios publicitários no espaço. Pepsi está interessada (Vídeo)
A Pepsi está a considerar a hipótese de colaborar com a StartRocket para fazer publicidade à sua bebida energética Adrenaline Rush. O conceito pequenos aviões que passam na praia com mensagens publicitárias atreladas não é novo. Contudo, a startup russa StartRocket quer não só explorá-lo, mas levá-lo ainda mais longe. A ideia consiste em lançar pequenos cubos para o espaço e fazê-los brilhar com anúncios para que, cá em baixo, durante a noite, nós possamos ver marcas, junto às estrelas. Vlad Sitnikov é o nome por detrás do projeto. Para a concretização da ideia, o fazedor russo pretende usar CubeSats, satélites em miniatura em forma de cubos, equipados com uma lona refletora, e fazê-los brilhar em constelação, formando anúncios publicitários ou mensagens informativas. Para já, a ideia ainda não passou do papel. No início do ano, a Wired avançava que Vlad Sitnikov estava a estabelecer diversas parcerias para fazer o primeiro lançamento teste durante a primavera de 2019, ainda sem entrar no espaço, sobrevoando apenas os céus da Rússia. Se tudo corresse como planeado, o sistema estaria em órbita em 2021. Antes de tudo isso, a startup russa pode já ter segurado o seu primeiro grande cliente. A Pepsi confirmou à Futurism que está a colaborar com a StartRocket para lançar o seu primeiro anúncio espacial. “Acreditamos no potencial da StartRocket,” indicou em email Olga Mangova, porta-voz da Pepsi na Rússia. “Outdoors espaciais são a revolução no mercado das comunicações. E é por isso, em nome da Adrenaline Rush – uma bebida energética não alcoólica da PepsiCo Rússia, que é uma marca inovadora, que apoia tudo o que é novo e disruptivo, – concordámos com esta parceria”, afirmou. Contudo, por toda a internet, o projeto gerou um vasto rol de críticas. Logo no vídeo de apresentação, que Vlad Sitnikov publicou na plataforma Vimeo, um utilizador assegurava que iria boicotar qualquer marca que aderisse à ideia. Não foi o único a mostrar o seu desagrado. “Não serve qualquer propósito para além da publicidade em si”, indicava à NBC o engenheiro aerospacial John Crassidis. “Não sou, de todo, fã.” A opinião da especialista em lei espacial Joanne Gabrynowicz segue na mesma direção. “Os cientistas dirão que as luzes refletidas interferão com a capacidade de estudar o céu. E se interfere com a ciência, é prejudicial.” À publicação Astronomy, o astrónomo Patrick Seitzer assegurava que iria lutar contra esta ideia. “Vamos sempre defender um céu noturno livre deste tipo de atividade e acessível a toda a humanidade". Não é a primeira vez que uma empresa pretende colocar anúncios no espaço. Nos anos 90, a Humanity Star já tinha tido a mesma ideia, mas não obteve o financiamento necessário para a pôr em prática. A StartRocket está atualmente também à procura de investimento, assegurando que 20.000 dólares chegarão para comprar oito horas de publicidade no espaço.