Mundiais: Bárbara Timo tem 'mão cheia' de vitóras para chegar ao bronze
Uma mão cheia de vitórias levou hoje Bárbara Timo à medalha de bronze em -63 kg nos Mundiais em Tashkent, com a judoca a ser ‘travada’ apenas pela nova campeã mundial, a japonesa Megumi Horikowa. Timo, que desceu há um ano dos -70 kg para os -63 kg, continua a mostrar que é uma atleta de elite: ao vice-título na categoria mais pesada já somou, após a mudança de peso, medalhas nos Grand Slam de Paris (ouro) e em Antália (bronze), e a de hoje. Foi um dia quase perfeito para a judoca que trocou no início de 2019 o Brasil por Portugal, num processo de naturalização que tinha como grande meta a entrada nos palcos principais, em especial nos Jogos Olímpicos. Embora já tivesse resultados significativos no seu país de origem, em que a concorrência e a base de judocas é muito alargada, foi com Portugal que a judoca, nascida no Rio de Janeiro, conquistou duas medalhas em Mundiais. Bárbara Timo passa, desde hoje, a fazer parte de um leque muito restrito de judocas portugueses. Apenas Telma Monteiro, quatro vezes vice-campeã mundial e uma vez bronze, e o bicampeão mundial em título em -100 kg, Jorge Fonseca, que irá competir em Tashkent na terça-feira, têm mais do que uma medalha em campeonatos do mundo. Hoje, com a confiança demonstrada desde o início, Timo deixou a ideia de não ter conseguido estar na final porque no seu caminho se atravessou a nova campeã mundial, com Megumi Horikowa a reforçar o poderio nipónico na capital uzbeque. Antes da meia-final - em que saiu derrotada na sequência de um 'ippon' a que bastaram 10 segundos de imobilização, depois de sofrer um primeiro 'waza-ari', a meio do combate -, Timo tinha ‘destruído’ tudo o que lhe aparecera à frente. Sem ser cabeça de série, quando ainda progride no ‘ranking’ face à mudança de peso, a judoca teve de arrancar desde a primeira ronda, vencendo sucessivamente a sérvia Anja Obradovic (43.ª), a eslovena Andreja Leski (sexta), a neerlandesa Geke Van den Berg (22.ª) e a polaca Angelika Szymanska (15.ª). Uma sequência apenas ‘travada’ nas meias-finais, mas na luta pelo bronze a judoca portuguesa mostrou que também era o seu dia. No reencontro com a romena Florentina Ivanescu, a quem tinha derrotado em abril no Grand Slam de Antália, Bárbara Timo voltou a ser mais forte, ‘segurando’ um ‘waza-ari’ a 1.41 minutos do final do combate, o suficiente para chegar ao bronze.