Raimundo Quintal: Luís Calisto "foi às fontes, trabalhou. Tem ali muita informação”
Raimundo Quintal, conceituado investigador e sócio do Marítimo, destacou o rigor que pautou a recolha de informação para a elaboração da obra de Luís Calisto, 'Marítimo - A antiguidade é um posto', que foi apresentado hoje na placa central da cidade do Funchal. “Ao longo das páginas deste trabalho, Luís, tu foste capaz de desenhar a geografia e o enquadramento social do fim do século XIX e princípio do século XX”, afirmou Raimundo Quintal, destacando o estilo cronista que presidiu à escrita do livro. “Tens ali muito material porque foste às fontes e, desculpem a expressão minhas senhoras e meus senhores, o Luís não emprenhou pelos ouvidos. Foi às fontes, trabalhou.Tem ali muita informação”, garantiu o investigador. “Este trabalho que tu foste fazendo de caracterização, de enquadramento económico, social, geográfico, dos territórios onde os clubes nasceram - e nosso Marítimo nasceu de facto naquela zona socialmente mais baixa -, também consegue-se ler com muita facilidade”, acrescentou o investigador, em jeito de aviso a futuros leitores que possam encarar a obra como pouco atrativa devido à sua vertente histórica. “É uma crónica muito bem encadeada”, afirmou, e mostra que “aquele clube que nasceu lá em baixo, na base da sociedade madeirense e veio por aí fora, quando comemorou as suas bodas de ouro, já se acotovelavam os importantes da terra para representarem o Marítimo”. Para Raimundo Quintal, “esta é a grande vitória. Começaram lá em baixo. Mas começar lá em baixo não é um estigma. E o Marítimo é disso um exemplo”. O investigador recomendou vivamente a leitura da obra e também desafiou a quem venha a discordar dos factos nela vertidos para procurar e mostrar documentos que digam o contrário.