11/09/2009, 16:36

Conjuntura

Van Zeller preside Conselho Coordenador da Internacionalização

O ministro da Economia anunciou hoje que Francisco Van Zeller vai presidir ao Conselho Coordenador da Internacionalização, que congrega as organizações empresariais e organismos governamentais e que visa o reforço da capacidade exportadora das empresas.

Fernando Teixeira dos Santos anunciou a decisão de entregar a presidência deste conselho a Francisco Van Zeller, pelo seu "prestígio e grande experiência no mundo empresarial e no associativismo empresarial", durante a apresentação do programa e-PME, que vai apoiar mil pequenas e médias empresas no processo de modernização e introdução no comércio electrónico.

"Este conselho vai dar um contributo fundamental para termos maior dinamismo no processo de internacionalização e de reforço da capacidade exportadora das empresas e estou certo que Francisco Van Zeller vai liderar de forma bem marcante o funcionamento do conselho", disse o ministro.

Van Zeller disse, à margem da sessão, que a sua função será a de "coordenar os esforços de todos, de modo a obter sinergias" e alcançar o objectivo final do conselho, que é o de conseguir, "a longo prazo", aumentar o número de empresas exportadoras e as exportações das que já vendem para o mercado internacional.

O objectivo é subir o número das empresas exportadoras para entre 35.000 a 40.000 e aumentar o peso das exportações no Produto Interno Bruto, "que há muitos anos está fixo", rondando actualmente os 31%, para cerca dos 40%, disse.

"Se em dez anos conseguirmos isto é fantástico", adiantou.

Van Zeller sublinhou que o conselho não parte do zero, pois as organizações que o integram "dedicam-se há muito à exportação", a qual, se tem "comportado, dentro do possível, razoavelmente", frisou.

"O que acontece é que sabemos que é possível, através da junção de esforços, obter mais", afirmou.

No entender de Van Zeller, o programa apresentado hoje em Torres Novas, que vai dotar mil pequenas e médias empresas de meios tecnológicos que permitirão aceder a novos clientes e novos mercados, é um bom exemplo do que as empresas precisam fazer, pois "sem base tecnológica dificilmente conseguem exportar".

As empresas terão ainda que "ganhar dimensão", fundindo-se, para poderem exportar e estar ligadas às associações para poderem ter aprendizagens "e aprenderem umas com as outras", sublinhou.

Fonte: Diário Digital

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