Proposta de salário mínimo de 750 euros é “bom ponto de partida” negocial – CGTP e UGT
Os secretários-gerais da CGTP e da UGT, Carlos Silva e Arménio Carlos, consideraram que a meta do primeiro-ministro, António Costa, de aumentar o salário mínimo para 750 euros, em 2023, é um bom ponto de partida negocial. “É uma base de partida para negociar e para evoluir de acordo com proposta que a CGTP tem de 850 euros a curto prazo”, disse o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos em declarações à agência Lusa. A CGTP considera fundamental chegar aos 850 euros a curto prazo e não negociará esta meta, “o que pode negociar é a concretização dos prazos para a sua implementação nos próximos anos”, acrescentou. Já o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, disse à Lusa que se trata de “um ponto de partida que a central sindical regista com agrado”, mas considera que “é preciso ser ambicioso e ir mais além” nesta matéria para se conseguir um salário mínimo mais “robusto”. “Se o presidente da CIP, António Saraiva, fala em 700 euros e António Costa fala em 750 euros, julgamos que está aberto o caminho de partida para que efetivamente possamos almejar o patamar dos 800 euros”, disse. “Nós queremos ir mais além, assim que estejam reunidas as condições e disponibilidade das partes para que isso possa acontecer”, acrescentou Carlos Silva. O primeiro-ministro, António Costa, anunciou no sábado, durante a tomada de posse do novo executivo, que quer que o salário mínimo nacional avance dos atuais 600 euros para os 750 euros em 2023, deixando para a negociação com os parceiros sociais os ‘saltos’ anuais que devem ser fixados de forma a atingir aquela meta.