2019-10-22 19:04:00 Jornal de Madeira

Multinacional JTI aposta em Portugal para vender cigarros eletrónicos

A japonesa JTI, empresa mundial de tabaco e cigarros eletrónicos, anunciou hoje que vai entrar em Portugal, com os seus ‘e-cigarros’, dispõe de 39 trabalhadores e pretende estar em todo o país em 2020. “Portugal é o 20.º país onde venderemos os nossos cigarros eletrónicos [‘Logic Compact’], a partir de 04 de novembro, pois no retalho já distribuímos o nosso tabaco tradicional”, explicou à agência Lusa o Country Manager da Japan Tobacco International (JTI) Portugal, Yannick Girault. O responsável salientou que a empresa "possui atualmente 39 trabalhadores", espera “aumentar o seu número”, e numa primeira fase, até ao final deste ano, vai vender os seus ‘e-cigarros’ em Lisboa e no Porto em 1.000 postos de venda. Numa segunda fase, “vamos alargar a distribuição a 4.000 pontos de venda em todo o território nacional”, disse o gestor, lembrando a JTI considera que Portugal é “um mercado muito concorrencial”, que tem um “grande potencial” de crescimento e que os fumadores, adultos, têm uma “grande apetência” pela inovação, qualidade e modernidade. A JTI Portugal é “o segundo 'player'” no setor do tabaco no país, com uma quota de mercado de 17% e, segundo o gestor, Portugal “é também aquele que mais cresce”, com uma equipa que aumentou 30% nos últimos três anos. Yannick Girault referiu ainda que este dispositivo completará “a ampla gama de produtos oferecidos pela multinacional, tanto no segmento de produtos tradicionais de tabaco como na nova categoria de vaporizadores”. Portugal passa assim a ser o 20.º país, de entre, nomeadamente, Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, França, Itália, Alemanha, Canadá, Grécia, Rússia, Bélgica, Chipre, Roménia ou Suíça, que representam 79% dos negócios globais de cigarros eletrónicos. “A multinacional JTI já investiu cerca de 1.000 milhões de dólares (898 milhões de euros) no fabrico deste cigarro eletrónico e espera investir outro tanto até 2020”, disse à Lusa o gestor, adiantando que “antes da sua comercialização tudo foi submetido a análises exaustivas, que incluem avaliações toxicológicas e controlos de qualidade de cada um dos ingredientes utilizados”. E prosseguiu: “Estamos perante um negócio dos mais regulados a nível mundial” e a estratégia da empresa em Portugal passa por “investir mais a longo prazo. Não está focada no curto prazo. Quer estar mais 20 anos”. “Queremos apoiar a regulação e cumprir a legislação”, disse à Lusa o gestor, lembrando que a empresa vai dar a “informação certa” aos retalhistas e vendedores. A JTI entende que o consumidor “está no centro da empresa” e que os fumadores adultos em Portugal procuram “inovação, modernidade e liberdade de escolha”, elementos importantes num mercado “fortemente concorrencial” como é o português. Estes ‘e-cigarros’ entram no mercado português depois em setembro a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) ter recomendado aos médicos que comuniquem às autoridades de saúde casos de doentes com sintomas respiratórios agudos que suspeitem estar ligados ao consumo do cigarro eletrónico. Este conselho faz parte de um conjunto de cinco recomendações emitidas então pela SPP na sequência do número crescente de casos de doença respiratória grave, de causa desconhecida, mas associada ao uso de cigarros eletrónicos, nos últimos meses nos Estados Unidos. Até 06 de setembro as autoridades norte-americanas tinham detetado 450 casos e cinco mortes confirmadas, com uma apresentação clínica variada, mas tendo como ponto comum a todos o uso de produtos relacionados com cigarros eletrónicos (dispositivos, líquidos, cápsulas de enchimento e cartuchos). Questionado sobre este tipo de situações, Yannick Girault, considerou que estes casos “são preocupantes porque poderiam ter sido evitados”. “As investigações iniciais sugerem que muitos consumidores usaram produtos que incluem THC e canábis ou acetato de vitamina E. E que foram encontrados em muitas das amostras nos Estados Unidos. No caso do Logic Compact nenhum produto ou líquido contém este tipo de substâncias e as cápsulas são seladas e descartáveis”, salientou o responsável.

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