Berardo diz que coleção de obras de arte vale 1,3 mil milhões de euros
O empresário madeirense, que exige a devolução das obras que estão sob arresto, argumentando que não há risco de dissipação, diz que a Coleção Berardo vale atualmente 1,3 mil milhões de euros, sendo que em maio deste ano esta estava avaliada em 571 milhões. Após ter apresentado uma ação a exigir o levantamento do arresto das mais de 2.200 obras da Associação Coleção Berardo (ACB) penhoradas no âmbito do processo judicial movido por Caixa Geral de Depósitos, BCP e Novo Banco, entidades a que alegadamente deve mais de 962 milhões de euros, Joe Berardo garante: a sua coleção de arte vale hoje 1,3 mil milhões de euros. A notícia é avançada esta sexta-feira pelo Jornal Económico, que refere que a defesa do madeirense contesta medida preventiva na contestação que já deu entrada no tribunal, argumentando que o fundamento da providência cautelar de perigo de dissipação das obras de arte cai por terra com “o sucesso” do arresto de mais de duas mil obras. A mesma publicação adianta que o valor (1,3 mil milhões de euros) resultam de uma atualização da avaliação realizada em 2009 pela Garry Nader, galeria de arte moderna dos Estados Unidos. E o valor serve de argumento aos advogados de Berardo para pedirem o levantamento do arresto sobre a coleção, considerando que não há risco para dissipação da coleção, por venda em Portugal, por ter o país um mercado "ilíquido", a que acresceria o risco político de o Estado classificar as obras, não as deixando sair do país. Berardo diz ainda que era desnecessário arrestar quadros e esculturas expostas no Museu Berardo, que valem atualmente mais de 1,2 mil milhões de euros, dada a impossibilidade de dissipar obras de arte dadas em comodato. O mesmo foi foi notificado da totalidade do arresto em setembro, quando a defesa tinha já anunciado que pretendia contestar o arresto das obras, que foram penhoradas como garantia das dívidas que Joe Berardo tem para com a Caixa Geral de Depósitos, o BCP e o Novo Banco.