2019-09-25 20:02:00 Jornal de Madeira

Farmacêuticos hospitalares com acesso ao registo clínico eletrónico dos utentes

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) assinam amanhã um protocolo de colaboração que vai permitir definir o processo de acesso dos farmacêuticos hospitalares ao registo clínico eletrónico dos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), nomeadamente à consulta e comunicação de informações essenciais à sua atividade assistencial. O acordo será assinado pela bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Ana Paula Martins, e pelo presidente dos SPMS, Henrique Martins, durante a Sessão Solene comemorativa do Dia Nacional do Farmacêutico, que se realiza amanhã, pelas 17h00 horas, no Palácio do Cadaval, em Évora. Nos termos deste protocolo, fica previsto o acesso e a utilização por farmacêuticos hospitalares do SClínico Hospitalar, e demais sistemas de informação complementares, no âmbito da sua atividade. O SClínico Hospitalar é um sistema de informação desenvolvido pelos SPMS, que visa proceder à uniformização do registo clínico eletrónico, de forma a normalizar a informação clínica recolhida nas várias instituições de saúde, permitindo o acesso e sistematização de informação clínica do utente. O acesso aos sistemas de informação clínicos por parte de farmacêuticos, em contexto multidisciplinar, visa, por outro lado, a otimização da utilização do medicamento e demais tecnologias de saúde. O acesso à informação clínica revela-se essencial para evitar possíveis erros de medicação, através da verificação de interações medicamentosas, posologias e frequências (efetividade e segurança), a determinação de parâmetros farmacocinéticos e o estabelecimento de esquemas posológicos individualizados. O acordo assinado entre a OF e os SPMS prevê também a disponibilização de informação adequada e a capacitação dos profissionais de saúde, designadamente no desenvolvimento de competências digitais e no âmbito da cibersegurança e segurança da informação, enquanto ferramentas essenciais para garantir melhorias sustentáveis e significativas na segurança dos cuidados de saúde e a redução do risco de danos desnecessários associados aos mesmos.

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