09/02/2010, 10:36

China enfrenta dilema sobre destino de 6.000 tigres

Os especialistas questionam-se sobre o que pode fazer a China com os 6.000 tigres que estão em cativeiro em condições deploráveis e incapazes de se readaptarem à vida selvagem no período de um ano, no Ano do Tigre.

A população de tigres em cativeiro da China é a maior do mundo, após superar em 2007 os EUA, onde, segundo a organização Traffic, a rede mundial de vigilância sobre flora e fauna, há outros 5.000 entre muros e cercas.

A situação é um paradoxo, tendo em conta que o felino se extinguirá no seu habitat em menos de três décadas se não forem tomadas medidas, segundo a organização ambiental WWF. No entanto, estes tigres domados são incapazes de aprender a caçar e o seu habitat e presas praticamente desapareceram.

«Se fosse necessário escolher entre a extinção da espécie e a sobrevivência de exemplares em cativeiro, acho que seria melhor a extinção em vez de sítios e zoológicos na China e em muitos outros lugares do mundo», declarou Kati Loeffler, veterinária do Fundo Internacional para a Protecção dos Animais (IFAW).

Loeffler é favorável a fechar os sítios porque «só servem para abastecer o mercado negro de partes de tigre e porque a qualidade de vida dos animais nesses lugares é desumana».

Sublinha que as ONGs e o governo poderiam ocupar-se dos tigres até que morram de forma natural e, em últimos casos para os mais doentes, que os sacrifiquem.

O grande felino asiático agoniza em toda a região. Dos 3.200 remanescentes em terras de Índia, Rússia e China, só sobraram 50 no território chinês, e só os tigres de Amur, no nordeste, com 20 espécimes, têm hipóteses de sobreviver pela sua proximidade com a reserva russa.

Fonte: Diário Digital

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