Livre rejeita “convergência bilateral” mas aceita integrar “união à esquerda”
A deputada eleita do Livre, Joacine Katar Moreira, afirmou hoje, no final da reunião com o primeiro-ministro indigitado, que o partido rejeita uma "convergência bilateral", mas admite integrar uma "união à esquerda" que seja multipartidária. "Isto foi o início de um diálogo que consideramos absolutamente necessário à esquerda e valorizamos imensamente a visita do sr. primeiro-ministro ao nosso partido, especialmente o interesse numa hipótese de trabalho com um partido com uma única deputada", começou por dizer a deputada eleita por Lisboa. Uma delegação do PS, liderada pelo secretário-geral e primeiro-ministro indigitado, António Costa, esteve hoje na sede do Livre, para uma reunião que durou pouco mais de uma hora. Aos jornalistas, Joacine Katar Moreira salientou que "o Livre tem todo o interesse em contactar e em falar com todos os partidos políticos com uma ótica democrática". "Mas neste exato momento nós não temos o interesse numa convergência bilateral com nenhum, mas consideramos absolutamente necessário que haja uma continuação de uma convergência e defendemos, estamos disponíveis, a participar numa união à esquerda que seja uma união multipartidária", assinalou a dirigente do Livre. Pelo PS, estiveram presentes, além do secretário-geral e primeiro-ministro indigitado, António Costa, a secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, o presidente do partido, Carlos César e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro. A acompanhar Joacine Katar Moreira, estiveram Carlos Teixeira, Patrícia Gonçalves, Pedro Mendonça, Isabel Mendes Lopes e Paulo Muacho, que integram o Grupo de Contacto do Livre - o órgão executivo do partido. Também o fundador do Livre, Rui Tavares, esteve presente nesta reunião, apesar de não ter sido anunciada a sua presença anteriormente.
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Fonte: Jornal de Madeira

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