Futuro da alimentação debatido na terça-feira em Lisboa
O futuro da alimentação vai ser o mote para o congresso da federação das indústrias agroalimentares que vai decorrer na terça-feira, em Lisboa, no qual se pretende ainda antever os desafios para este setor e o papel da tecnologia. “O congresso da FIPA é o maior evento que se realiza em Portugal no âmbito da indústria agroalimentar. O nosso foco este ano é discutir os desafios futuros que se colocam a esta indústria, não propriamente numa perspetiva futurista, mas com os pés assentes na terra”, garantiu à Lusa o diretor-geral da Federação de Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA). De acordo com Pedro Queirós, neste evento, que já vai na sétima edição, serão abordados quatro temas centrais – inovação, empreendedorismo, digital e economia circular. “Este é um setor que nos últimos anos tem inovado e tem sabido dar resposta às expectativas da sociedade. Tem evoluído a vários níveis, desde as características dos produtos alimentares adequadas do pronto de vista nutricional, mas também tem inovado ao nível das embalagens e dos processos produtivos”, apontou. Para o responsável, tendo em conta as mudanças verificadas no setor, a nível mundial, é igualmente importante perceber “qual a tendência e caminho” para o formato empresarial do setor alimentar. No que se refere ao digital, por seu turno, importa debater “como é que as redes e plataformas estão a mudar a forma produtiva e a integrar a cadeia de valores, desde a agricultura ao nosso prato”, acrescentou. Adicionalmente, durante o congresso, será ainda debatida a economia circular, um eixo ao qual “este setor tem estado muito atento”. Segundo Pedro Queirós, os principais desafios para as indústrias agroalimentares são os consumidores e os mercados. “Hoje temos um consumidor que está a olhar para a sua alimentação de forma diferente. Um consumidor que relaciona a sua alimentação com a saúde e bem-estar. Adaptar os produtos alimentares às novas expectativas exige inovação”, sublinhou. O diretor-geral da FIPA considerou também que é importante ter uma indústria nacional “competitiva dentro e fora de portas”, capaz de preservar “a riqueza gastronómica do país”, papel que os empresários portugueses têm conseguido desempenhar. “Prova disso é o aumento que tem havido ao nível das nossas exportações. A indústria agroalimentar atingiu, no final de 2018, cinco mil milhões de euros exportados, um numero recorde. Isso significa que fora de portas começam a reconhecer que os produtos nacionais são de qualidade”, concluiu. O congresso vai contar com as intervenções do ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, do presidente da FIPA, Jorge Tomás Henriques, do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, entre outras.
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Fonte: Jornal de Madeira

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