Pedro Calado garante que até sábado professores sentirão no ordenado efeito do descongelamento das carreiras
Os mais de 6.000 professores da Madeira que viram as suas carreiras serem congeladas pela crise vão começar a receber o tempo de serviço congelado até ao próximo sábado, avançou ao final da tarde de hoje o vice-presidente do Governo Regional, durante a apresentação do Orçamento Participativo à população de Câmara de Lobos. “Foi só na região que se conseguiu fazer este acordo com os professores. Hoje é dia 18 e até ao dia 20 vão ser pagas as atualizações dos valores já com retroativos de janeiro até agora. Portanto, os professores vão começar a sentir este benefício já a partir deste momento”, afirmou Pedro Calado, durante uma intervenção prévia à apresentação do modelo de Orçamento Participativo que terá uma verba alocada de 2,5 milhões de euros no Orçamento da Região para 2020, a qual representa o “maior” esforço entre as três regiões do país, se comparados os rácios entre a verba e os orçamentos de cada território (Açores e continente). Nessa intervenção, Pedro Calado apresentou números que indicam o comportamento positivo da economia madeirense, que cresce mais (2,3%) do que o País (2,2%) e a União Europeia (1,9%). Lembrou que a dívida bruta regional baixou de 6,6 mil milhões de euros, em 2012, para 5,1 mil milhões, no final de 2018, encontrando-se neste momento nos 4,9 mil milhões de euros, ou seja, a 99,7% do PIB regional. Pelo contrário, comparou, a dívida nacional está em 121,5% do PIB nacional. Pelos cálculos do vice-presidente, a dívida regional vai continuar a descer fixando-se em 72,43%, em 2026. Em matéria de saldo orçamental, o governante destacou o superavit que a região vem registando desde 2013. De início, por força do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro da Madeira (PAEF), mas que continuou depois em superavit, mesmo sem a imposição da “troika”, que saiu em 2015. Em dia de balanço de mandato, Pedro Calado disse ainda que o pagamento a fornecedores é hoje de 61 dias na Madeira, quando já foi superior a 1.000 dias, e que os Açores e o continente registam trajetórias diferentes, uma vez que os tempos subiram para 120 dias e 533 dias, respetivamente. O vice-presidente destacou ainda que de um orçamento regional de 1,9 mil milhões de euros, “750 a 800 milhões de euros são para a Educação e a Saúde”, e que o Governo Regional “devolveu” às famílias e empresas madeirenses 78 milhões de euros neste mandato, ao reduzir o IRS, IRC, o preço das creches (-40%, médio) e dos passes sociais, ao criar o subsídio de mobilidade para o Porto Santo, o kit-bebé ou ao reforçar o apoio do material escolar para os alunos, entre outras medidas que enumerou. Segundo o vice-presidente do Governo Regional, no atual mandato foram criados “13 mil novos postos de trabalho”, e regularizada a situação de mais de 180 precários, havendo outros casos de precariedade em vias de resolução. Na saúde, um setor que muita polémica tem gerado, Pedro Calado destacou que foram criadas mais 7.000 consultas, por ano, nos centros de saúde da região, tendo ingressado no sistema mais 813 profissionais. Sobre a polémica em torno das listas de espera, justificou que estas “aumentaram quase por um processo natural”, por força de haver “mais especialidades e mais consultas”. Depois da apresentação das contas, Pedro Calado sublinhou que estas medidas já estão tomadas, não sendo “anúncios para daqui a 10 anos, ou cinco ou três anos”. Lembrou, por fim, que as necessidades de hoje são diferentes das de há 40 anos, ainda que tenha dito que “não nos podemos esquecer de quem é que teve e quem é que foi responsável por este nosso desenvolvimento”.
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Fonte: Jornal de Madeira

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