Cláudia Monteiro de Aguiar exige respostas de Costa às "promessas que fez" na última visita à Madeira
Na véspera da chegada de António Costa e Pedro Marques, a candidata social-democrata perguntou hoje pelas "promessas" do primeiro-ministro que diz continuarem por cumprir. Foi em pleno Mercado dos Lavradores e após ter estado em contacto com os comerciantes, cidadãos e turistas que se encontravam no espaço que a candidata social-democrata Cláudia Monteiro de Aguiar aproveitou, esta manhã de sábado, para exigir respostas que diz tardarem em chegar por parte da República às promessas de António Costa e do seu partido. Promessas que a candidata espera ver esclarecidas, amanhã, aquando da vinda do secretário-geral do PS à Madeira, «a bem de todos os madeirenses e porto-santenses e a bem de uma Região que só agora e em tempo de campanha é que passou a fazer parte da agenda de António Costa, depois de ter sido gravemente prejudicada, a vários níveis e durante os últimos anos, pelo seu governo», sublinhou. «Sendo a hospitalidade uma das características que melhor nos distingue enquanto povo e destino turístico, é evidente que iremos receber bem, amanhã, o Dr. António Costa e o candidato Pedro Marques, mas iremos também pedir-lhes que falem com os madeirenses e que reconheçam e expliquem as graves falhas que o Governo da República tem tido para com a Madeira», reforçou Cláudia Monteiro de Aguiar, acrescentando que «os madeirenses e porto-santenses são cidadãos portugueses e europeus que não devem, em nenhum momento e por qualquer razão, ser prejudicados nos seus direitos, como infelizmente têm sido com esta governação nacional». «Seria importante saber se António Costa sabe quanto é que pagou para vir à Madeira, porque sendo o seu Governo acionista maioritário desta empresa (TAP), deve saber que os preços praticados para a Madeira são escandalosos», criticou a candidata, fazendo questão de lembrar, neste âmbito, que esta visita seria também uma boa oportunidade para que o secretário-geral do PS «falasse aos madeirenses e explicasse, de uma vez por todas, o que é que vai fazer com o subsídio de mobilidade que tem em mãos há vários anos e que tem sido o claro exemplo do desrespeito pelo princípio da continuidade territorial». Há cerca de um ano, lembrou, «António Costa veio à Madeira, no Dia do Empresário, e comprometeu-se, em várias matérias, que ia defender os madeirenses, sem, todavia, ter-se notado essa defesa», exemplificando, a esse propósito, a promessa do financiamento do novo hospital, que ficou muito aquém do compromisso feito pela República, mas, também e mais recentemente, o facto da Madeira ter sido excluída, por Pedro Marques, do Plano Nacional de Investimentos destinado às Infraestruturas. Pedro Marques «que, aliás, é pena que venha à Madeira só em campanha e tenha falhado ao convite de uma instituição como a Assembleia Legislativa para explicar todos os assuntos relacionados com a mobilidade, num claro desrespeito pelo principal órgão regional e pelos madeirenses», frisou. «Estarei à espera dessas respostas e ao lado dos madeirenses e porto-santenses para saber o que é que António Costa vai fazer e quais as propostas que irá apresentar», rematou a candidata, ainda que frisando que qualquer solução que venha agora, para além de tardia, é difícil de justificar perante o que foi a atuação do Governo Socialista para a Madeira, ao longo dos últimos anos.
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Fonte: Jornal de Madeira

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