“Não há tempo para teatros, simulacros e politicadas quando se trata da Proteção Civil”
“Com a Proteção Civil não se brinca. Não se brinca à política. Eu não estou aqui para brincar à política nem para brincar aos partidos. A Proteção Civil exige, da parte dos responsáveis, confiança, segurança e responsabilidades”, afirmou Miguel Albuquerque, sublinhando que, nesta altura, “não há tempo, nem é admissível, teatros, simulacros e politicadas quando se trata da Proteção Civil”.  Foi assim que o presidente do Governo Regional reagiu ao reconhecimento feito, esta manhã, nas comemorações do Dia Regional do Bombeiro, na Calheta, ao ser distinguido com um crachá de Cidadania e Mérito da Liga dos Bombeiros, algo que é por si entendido como “um reconhecimento à política responsável do meu governo nesta matéria”, não culpando terceiros e assumindo responsabilidades. O presidente do Governo Regional referiu que o assinalar do Dia Regional do Bombeiro é “um reconhecimento do trabalho imprescindível e do papel fundamental dos corpos de bombeiros da Região e do papel que desempenham no socorro civil, no apoio humanitário e na proteção das populações”, “homens e mulheres que dão o melhor de si ao serviço da nossa população”. Albuquerque relembra que as dez corporações madeirenses e os seus 700 bombeiros “merecem o maior respeito, solidariedade e apoio”, garantindo que o apoio na formação e melhoria das condições dos bombeiros continuará a ser uma prioridade Na ocasião, Martinho Freitas, presidente da Federação dos Bombeiros da Madeira, agradeceu ao presidente “pela forma responsável e pela visão estratégica que tem demonstrado no capítulo da Proteção Civil Regional”. O investimento global do Governo Regional na Proteção Civil ascende aos oito milhões de euros. Foram investidos 500 mil euros na aquisição de ambulâncias, 250 mil euros na aquisição de material de desencarceramento, 800 mil euros na aquisição de equipamentos de proteção individual dos bombeiros e um milhão de euros na aquisição de viaturas. Concretizaram-se ainda vários contratos de programa assinados com as corporações, sendo que, só com as associações humanitárias (bombeiros voluntários) foram, em 2019, mais de dois milhões de euros, ou seja, mais 630 mil euros do que em 2018. Acrescente-se ainda que o POCIF 2019 terá lugar de 15 de junho a 15 de outubro, com possibilidade de ser alargado. E estão previstos meio milhão de euros só para recursos humanos, com os bombeiros que participarem no Programa Operacional de Combate a Incêndios Florestais a terem remuneração superior à do ano passado. Junta-se ainda mais 600 mil euros, para o helicóptero. Em termos de formação dos bombeiros, já foram investidos 800 mil euros (só para este ano estão previstos 350 mil euros).
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Fonte: Jornal de Madeira

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