São precisos 3,46 milhões de euros para combater vírus do Ébola no Uganda
A Unicef anunciou que precisa de 3,9 milhões de dólares (3,46 milhões de euros) para um plano de emergência para dar resposta ao surgimento de casos do Ébola no Uganda, onde já causou dois mortos. O valor pedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) deve ser aplicado para apoiar a população local com artigos de saneamento e higiene, alimentação para bebés e crianças pequenas, intervenção de apoio psicossocial a menores de idade e as suas famílias. Nos últimos dias, o país confirmou os primeiros casos do vírus da doença, que já causou a morte de duas pessoas, desde o início do surto na República Democrática do Congo (RDCongo), em agosto do ano passado. A representante da Unicef no Uganda, Doreen Mulenga, disse que o episódio é uma trágica lembrança de que “mesmo um caso de Ébola é de mais”. A responsável da organização das Nações Unidas apelou ainda às autoridades locais para fazerem tudo o que for possível para impedir um surto e prevenir outras mortes desnecessárias. Segundo Doreen Mulenga, a agência intensificou esforços para minimizar o impacto do surto do Ébola, com um "potencial arrasador para crianças e comunidades ugandesas em geral". A agência da ONU disse ter apoiado o Governo do Uganda na implementação de iniciativas para garantir a preparação para um possível surto em vários distritos que fazem fronteira a oeste com a RDCongo. As iniciativas incluem cerca de 3,5 mil visitas a domicílios para informar a população do Uganda sobre os modos de prevenção e cuidados a ter, de modo a evitar a propagação do vírus do Ébola. Foram ainda feitas mais de 14 mil reuniões com grupos comunitários em escolas, igrejas, mesquitas, mercados e táxis. A Unicef também forneceu água e produtos de higiene a mais de 500 unidades de saúde, mil escolas e 60 postos fronteiriços. O Comité de Emergência no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional (IHR) reúne-se hoje em Genebra para averiguar se o surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional. O encontro daquele comité da Organização Mundial de Saúde (OMS) é o terceiro desde que este surto de Ébola foi decretado pelo Ministério da Saúde da RDCongo, em 01 de agosto de 2018, tendo já causado 1.411 mortes, e ocorre depois de ter sido registada a primeira vítima mortal do vírus fora do país, no Uganda.
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Fonte: Jornal de Madeira

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