Macron inaugura "novo ato" do seu mandato com menos impostos
 O Presidente francês apresentou hoje as medidas retiradas do debate com os cidadãos franceses, assegurando uma redução "significativa" dos impostos sobre o trabalho, menos gastos no Estado, e garantiu que não fecharão escolas nem hospitais até 2022. Perante os membros do Governo e centenas de jornalistas, mas também acompanhado na televisão por milhões de franceses, Emmanuel Macron apresentou hoje as suas conclusões do Grande Debate, servindo-se da ocasião para relançar o seu mandato e "um novo ato" da República. "Os coletes amarelos são um movimento inédito que mostrou a cólera e a impaciência para que as coisas mudem e que o povo francês continue a progredir num mundo incerto. [...] Este movimento foi tomado pelos extremismos. Agora é a altura da ordem pública voltar", disse o Presidente no início da sua comunicação ao país, à qual se seguiram questões colocadas por jornalistas. Segundo o chefe de Estado, este movimento mostrou "os ângulos mortos" da sociedade francesa, dizendo estar "orgulhoso" da participação de milhares de cidadãos no Grande Debate que mostraram ser "filhos das Luzes", levando a que "face ao sentimento de injustiça" o Governo "volte a colocar o homem no centro do projeto político". Desde logo, Emmanuel Macron apresentou uma reorganização do Estado, nomeadamente a redução de deputados, limitação de mandatos para os eleitos políticos, reforço da utilização dos referendos - avançando com a possibilidade de um milhão de assinaturas de cidadãos poder dar origem a uma lei ou um referendo. O Governo vai avançar com uma revisão constitucional até ao verão. O Presidente falou ainda sobre uma nova vaga de descentralização, com mais poderes para os eleitos locais e a reorganização da função pública.
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Fonte: Jornal de Madeira

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